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Link inscrições (lista de presença online): https://forms.gle/oqipzRJMVv6PswTt8 Em 12 de março, celebramos o Dia do Bibliotecário. Mais do que uma data comemorativa, trata-se de um momento de reflexão sobre o papel estratégico da profissão na construção de uma sociedade mais informada, mais justa e mais democrática. Falar de Biblioteconomia no Brasil é falar de inclusão, de acesso ao conhecimento e de compromisso social. No dia 12 de março, celebramos o Dia do Bibliotecário, uma data dedicada a reconhecer o trabalho essencial de profissionais que fazem do conhecimento um instrumento de transformação social. Em nome do Conselho Regional de Biblioteconomia da 10ª Região (CRB-10), dirigimos nossa saudação a todas as bibliotecárias e a todos os bibliotecários que, com competência, sensibilidade e compromisso, dedicam suas trajetórias à organização, à preservação e à democratização da informação. Ser bibliotecário é muito mais do que cuidar de acervos. É atuar na construção de pontes entre as pessoas e o conhecimento, é incentivar a leitura, fortalecer a educação, preservar a memória e contribuir para uma sociedade mais crítica, informada, justa e igualitária. Neste dia especial, celebramos não apenas a profissão, mas também a dedicação e o compromisso que cada profissional deposita diariamente em seu trabalho — seja nas bibliotecas escolares, universitárias, públicas, especializadas ou em tantos outros espaços onde a informação é instrumento de cidadania. Os bibliotecários estão presentes nas mais diversas unidades de informação, em todo o território nacional, atuando na promoção da leitura, na organização do conhecimento e no uso qualificado da informação. Nossa profissão está intrinsecamente ligada ao processo emancipatório da sociedade brasileira. Assumimos, ao escolher essa carreira, o compromisso de contribuir para a superação das desigualdades culturais, educacionais e científicas que ainda permeiam a sociedade contemporânea. Em 2024, o InstitutoBrasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que 9,1 milhões de brasileiros com 15 anos ou mais ainda são analfabetos, o que corresponde a 5,3% da população nessa faixa etária. Embora a taxa tenha recuado de 6,7% em 2016 para 5,3% em 2024, os avanços não eliminam as profundas desigualdades regionais. Mais da metade dos analfabetos reside na Região Nordeste (IBGE, 2024), evidenciando a urgência de políticas consistentes deampliação do acesso à educação e à cultura. O Brasil conta com15.279 bibliotecas públicas registradas. Ainda assim, a distribuição desigual desses equipamentos compromete sua efetividade: a maioria está concentrada nos grandes centros urbanos, enquanto mais de 60% da população rural permanece sem acesso adequado a bibliotecas de qualidade. Essa assimetria amplia as distâncias sociais e culturais e impõe desafios estruturais que precisam ser enfrentados. É justamente diante desse cenário que, em 2026, a Biblioteca Pública foi definida como tema prioritário da atual gestão do Conselho Federal de Biblioteconomia. A Biblioteca Pública é reconhecida internacionalmente, inclusive pelo Manifesto da Federação Internacional de Associações de Bibliotecários (IFLA), como um portal do conhecimento. Entre os muitos desafios, depara-se com realidades muito díspares. Nesse aspecto, destaca-se a Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, que revelou que apenas 47% da população leu ao menos um livro em 2024, sendo que os índices são significativamente menores nas classes C, D e E e em áreas periféricas e rurais. Esse dado demonstra que o acesso ao livro e à leitura ainda é um desafio social e não apenas educacional. As bibliotecas públicas, portanto, são estruturas essenciais para garantir acesso à leitura, à informação de qualidade, à inclusão digital e à formação continuada das comunidades. São espaços de mediação cultural e de fortalecimento da cidadania. cotidianamente transformam informação em oportunidade e sobretudo, reafirmamos o compromisso permanente da categoria com a democratização do acesso ao conhecimento. A construção de um Brasil mais igualitário passa, inevitavelmente, pela valorização do bibliotecário. É ele quem garante que a biblioteca pública seja não apenas um espaço de livros, mas um espaço de vida, de cidadania e de futuro. Que este 12 de março seja um momento de orgulho pela trajetória construída e de renovação do entusiasmo que move nossa profissão. Em nome de toda a Classe Bibliotecária, O CRB-10 reafirma seu compromisso de seguir trabalhando pela valorização da Biblioteconomia e pelo reconhecimento da importância dos bibliotecários e bibliotecárias para a sociedade brasileira. Recebam nosso reconhecimento e nossas felicitações.