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Me segue lá no Insta: / filipeboni Torne-se membro do canal para assistir os vídeos 1 semana antes que todo o mundo: / @filipeboni1 Camisetas oficiais do canal: https://filipeboni.myshopify.com Esta análise desmonta a ideia de que o Portishead é música “chill”, “lounge” ou trilha sonora para relaxamento. O vídeo investiga a obra da banda de Bristol como um registro técnico e histórico da ansiedade, do trauma e da alienação urbana no capitalismo tardio. A partir dos álbuns Dummy (1994), Portishead (1997) e Third (2008), o vídeo mostra como o som do Portishead é produzido a partir de condições materiais concretas: a recessão britânica dos anos 1990, o desemprego estrutural, a segregação urbana de Bristol, a herança da cultura de sound systems e a crise da modernidade neoliberal. Nada aqui é abstração estética ou clima “cinematográfico” vazio. O vídeo explica por que o downtempo do Portishead não representa relaxamento, mas sim o “tempo morto” do desemprego e da espera permanente. Analisa o uso do loop como forma sonora da compulsão à repetição do trauma, e não como groove prazeroso. Detalha como chiados, ruídos de vinil, degradação de fita e equipamentos obsoletos não são efeitos decorativos, mas parte de uma engenharia de som voltada a produzir desconforto e instabilidade. A análise técnica aborda o processo de envelhecimento artificial dos samples, o resampling de vinis fisicamente degradados, o uso de reverbs baratos como o Great British Spring e a recusa consciente de sonoridades limpas. Tudo isso é ligado à ideia de hauntologia, discutida a partir de Mark Fisher, mostrando como o Portishead trabalha com futuros cancelados, memória quebrada e tempo histórico paralisado. O vídeo também examina a performance vocal de Beth Gibbons como uma recusa do modelo da diva pop. Sua voz frágil, próxima do microfone, expõe respiração, tremor e falha, funcionando como o centro humano de uma paisagem sonora ansiosa. As letras são lidas como mapas de dissociação, solidão e auto-ódio, e não como romantização da tristeza. Outro ponto central é a crítica à mercantilização do sofrimento. O vídeo explica como o rótulo “trip-hop” e o uso do Portishead como música de fundo em cafés, publicidade e playlists neutralizou o conteúdo político e emocional da obra. A reação da banda, o hiato prolongado e a ruptura estética de Third são analisados como uma tentativa consciente de destruir a própria marca para preservar a integridade artística. Este não é um vídeo sobre gênero musical ou nostalgia dos anos 90. É uma análise materialista do som, da técnica e do contexto social que transformam o Portishead em uma das representações mais precisas da ansiedade contemporânea. Não é música para relaxar. É música que registra o colapso, a repetição e o esgotamento de uma época.