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Este filme que ingloba uma pequena entrevista ao artista Fernando Lemos, é um registo da exposição "Fernando Lemos e o Surrealismo", apresentada em Sintra, Novembro de 2005. 117 fotografias de Lemos (1949-52), pertencentes à Colecção Berardo são apresentadas nesta exposição. Em FERNANDO LEMOS E O SURREALISMO propõe-se novas relações e sentidos, através do diálogo entre as fotografias de Lemos e obras de surrealistas internacionais e portugueses. Na sequência do Manifeste du Surréalisme de André Breton, o núcleo internacional da Colecção Berardo é representado pelos grandes nomes: Dalí, Max Ernst, Joan Miró, André Masson, Hans Bellmer, Man Ray, Matta, Wifredo Lam, Oscar Dominguez, Julio Gonzalez, etc. O Surrealismo português é evocado a partir do acervo da Fundação Cupertino de Miranda, que hoje ocupa um lugar ímpar nos estudos surrealistas. Apresentam-se assim trabalhos de Mário Cesariny, Cruzeiro Seixas, Mário-Henrique Leiria, António Maria Lisboa, Cândido Costa Pinto, Pedro Oom, entre outros. Por referência ao panorama internacional, tornam-se visíveis os contactos e influências, assim como também as especificidades da revolução surrealista em Portugal. FERNANDO LEMOS nasceu em Lisboa, em 1926, estudou na Escola de Artes Decorativas António Arroio e na Sociedade Nacional de Belas Artes. 1949 revelou-se uma data decisiva para Fernando Lemos: as exposições do 'Grupo Surrealista de Lisboa' e de 'Os Surrealistas' provocaram uma forte adesão a este movimento, tanto de um ponto de vista estético como ideológico. Nesse mesmo ano, começou a fotografar. Pertencendo já ao Grupo Surrealista de Lisboa, o seu trabalho foi mostrado pela primeira vez em 1952, na Casa Jalco (armazéns de móveis e decoração) na exposição 'Azevedo, Lemos e Vespeira', onde os três artistas fizeram a apresentação pública das suas obras, que distribuíram naquele espaço peculiar, já saturado de mobiliário. Marcavam também presença três manequins, um de cada autor, numa evocação da exposição surrealista de Paris de 1947. Na sociedade lisboeta, esta iniciativa fez escândalo e colheu críticas duras, particularmente pelas imagens que ostentava, de erotismo, provocação e liberdade. Por tudo isto e pela posição antifascista que os surrealistas abertamente assumiram, esta exposição foi encerrada pela PIDE, 10 dias depois. Cada vez mais confrontado com as pressões do salazarismo, Fernando Lemos deixou Portugal em 1953 com destino ao Brasil e fixou residência em S. Paulo, onde vive e trabalha. Nas suas palavras, sente-se : "entre duas pátrias, uma que me fez e outra que ajudo a fazer".