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Desconcertuna - O Pássaro (Nas Garras do Minotauro) X OCEANUS - Festival de Tunas Mistas da Neptuna (Nobre Enfermagem Poderosa Tuna Universitária nos Açores) na Ilha Terceira Desde que há memória, O Homem suspirou pelos céus Viajar veloz por entre ventos vagabundos, Fazer-se Deus Invocando uma ambição invencível, Ousa ser o que não é Cortar as correntes do impossível, Mas o fado nem sempre é gentil A história que vos trazemos É como a de qualquer um Espectro do desejo, respira vontade E da paixão não faz jejum Ébrio de si, de peito em brasa Fez das tripas asas e descolou da terra Na ânsia de ser ave Ícaro queria ser andorinha E fazer o seu ninho num beiral Mas a sua grande ambição Era ser Rei de Portugal A pele que vestia era de um falcão E nem era pardal Mas pleno e absoluto Ele estava resoluto Colheria o seu fruto! Papagueava pelo mundo inteiro Ser o herdeiro do trono lusitano Fadado a chegar ao sobre-humano Audaces fortuna juvat! Ícaro, ó Ícaro O onirismo é a tua condição! Vives com a alma no futuro Não há muro p'ra tão puro coração! Segue o teu caminho e está seguro Tu vais beijar o Sol! Vais beijar o Sol! Numa ilha repleta de riqueza Vivia Sua Alteza, o Homem-Touro Ícaro entrou no Labirinto Para reclamar o tesouro E o Minotauro investia bestial Perfazia a profecia imortal Ícaro fugiu desolado Por pouco não foi encornado Voou para outro lado Rasga suas asas com um choro Não há coro que o levante Ergue-te, amigo, é avante Ad astra per aspera! Ícaro, ó Ícaro A vaidade é a tua perdição A vera obra da vida é estar presente Não há gente que aprende sem lição Lambe a tua ferida, faz diferente Na bruma inquieta, um herói desfaz-se Esmagam-se quimeras À medida que o ego se comprime A sombra apodera-se da luz, O vento dilui no vazio Entre a dor da indiferença E a indiferença da dor Ícaro entrou numa taverna fria e escura Que a esperança já deixara há um tempo atrás Enrugados, velhos vultos vacilavam Mas ainda assim bradavam "Meu rapaz!” Não te percas nos teus medos, A vida não tem segredos! Vem daí e descobre a tua paz! Sonho é coisa jovial Crescer é largar a fantasia Só o vinho vai mitigar a dor De não ser uma ave de rapina Ícaro, ó Ícaro É no copo que resta a tua ambição Depenado, vives no passado O fado de um fracassado é o chão! Sente esse sabor adocicado In vino veritas! In vino veritas!