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África do Sul é uma das nações mais ricas e complexas do continente africano, caracterizada por uma longa trajetória que abrange desde os primórdios da evolução humana até a luta épica contra o racismo institucionalizado. O país é frequentemente referido como o "Berço da Humanidade" devido às descobertas arqueológicas significativas em locais como as Grutas de Sterkfontein, onde fósseis de hominídeos com milhões de anos foram encontrados. Pré-história e Primeiros Habitantes Muito antes da chegada dos europeus, a região era habitada por diversos grupos étnicos com culturas e sistemas sociais distintos. Os habitantes mais antigos conhecidos são os povos San (caçadores-coletores) e os Khoikhoi (pastores), coletivamente referidos como Khoisan. Estes grupos deixaram um legado cultural imensurável, visível nas pinturas rupestres encontradas em várias partes do país, especialmente nas montanhas Drakensberg. A partir do século IV d.C., a paisagem demográfica começou a mudar com a expansão Bantu. Migrando do norte e leste, os povos de língua bantu trouxeram consigo conhecimentos avançados em agricultura e metalurgia do ferro. Eles estabeleceram comunidades sedentárias e desenvolveram chefias complexas, como o Reino de Mapungubwe, que floresceu por volta do século XI e mantinha rotas comerciais que chegavam até o Oceano Índico. O Encontro Colonial e a Disputa por Terras O contato europeu sistemático começou em 1652, quando Jan van Riebeeck, em nome da Companhia Holandesa das Índias Orientais (VOC), estabeleceu uma estação de reabastecimento no Cabo da Boa Esperança, hoje Cidade do Cabo. O que inicialmente era para ser apenas um ponto de apoio para navios a caminho da Ásia transformou-se em uma colônia de assentamento permanente. Com o tempo, os colonos holandeses, conhecidos como bôeres ou afrikaners, expandiram-se para o interior, entrando em conflito direto com os povos indígenas pelas terras e recursos. No início do século XIX, a Grã-Bretanha assumiu o controle da Colônia do Cabo, introduzindo novas leis e a língua inglesa, o que gerou forte ressentimento entre os afrikaners. Esse descontentamento culminou no Grande Trek (1835-1845), uma migração em massa de bôeres para o interior do país, onde fundaram repúblicas independentes como o Estado Livre de Orange e a República Sul-Africana (Transvaal). Este movimento exacerbou as tensões não apenas com os britânicos, mas também com reinos africanos poderosos, como o Império Zulu sob a liderança de Shaka Zulu. A Revolução Mineral e as Guerras dos Bôeres A descoberta de diamantes em Kimberley (1867) e de ouro no Witwatersrand (1886) alterou permanentemente o destino da África do Sul. O país passou de uma economia predominantemente agrária para um centro industrial e mineiro global. No entanto, essa riqueza mineral intensificou a rivalidade entre o Império Britânico e as repúblicas bôeres, levando à sangrenta Segunda Guerra dos Bôeres (1899-1902). A vitória britânica resultou na anexação das repúblicas bôeres, mas a paz foi alcançada às custas da exclusão política da maioria negra. Em 1910, foi criada a União da África do Sul, um domínio autônomo dentro do Império Britânico que consolidou o poder nas mãos da minoria branca. Um dos marcos legislativos mais devastadores deste período foi a Lei da Terra de 1913, que reservou apenas cerca de 7% das terras para a população negra, que constituía a vasta maioria dos habitantes. O Regime do Apartheid (1948-1994) O ano de 1948 marcou uma virada sombria na história sul-africana com a vitória do Partido Nacional. Sob a liderança de Daniel Malan, o governo institucionalizou o Apartheid ("separação" em africâner), um sistema de segregação racial legalizada que permeava todos os aspectos da vida social, política e econômica. A população foi classificada em quatro grupos raciais principais: brancos, negros (africanos), mestiços (coloureds) e indianos/asiáticos. O Apartheid foi sustentado por uma série de leis repressivas que visavam garantir a supremacia branca. O sistema de "passes" controlava o movimento de negros em áreas urbanas, enquanto a criação de Bantustões (pátrias étnicas) tentava despojar os negros de sua cidadania sul-africana, forçando-os a viver em reservas empobrecidas. Marcos da Resistência A resistência ao Apartheid foi liderada principalmente pelo Congresso Nacional Africano (ANC), fundado em 1912. Inicialmente focada em protestos não violentos, a luta radicalizou-se após o Massacre de Sharpeville em 1960, onde a polícia abriu fogo contra manifestantes pacíficos. Em resposta, o ANC fundou o braço armado Umkhonto we Sizwe (Lança da Nação), liderado por Nelson Mandela.