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Apoie o IPB tornando-se assinante: catarse.me/institutopianobrasileiro Support IPB by becoming a backer: patreon.com/BrazilianPianoInstitute Chaconne [Chacona] (No.4 de Ballet-régence), de Carlos de Mesquita, interpretada por Luis Kolodin. 1ª gravação mundial. Obs. Segundo a pesquisa de Marcelo Fagerlande, publicada no livro "O cravo no Rio de Janeiro do Século XX" (Rio Books, 2020), esta foi a primeira obra para cravo escrita por um compositor brasileiro no século XX, pois ela é "para piano ou cravo", como consta no topo da partitura. Ela foi publicada no ano de 1900. Link para o vídeo original: • Carlos de Mesquita - Ballet-Régence (compl... -- Carlos de Mesquita nasceu no Rio de Janeiro em 1864 e teve formação musical francesa, tendo se destacado desde muito jovem. Aos 11 anos, apresentou-se como solista da Sociedade Filarmônica Fluminense, interpretando o Concerto n. 1 de Mendelssohn. Com o apoio de D. Pedro II, foi estudar em Paris, onde frequentou o Conservatório de Paris, recebendo prêmios em todas as disciplinas — piano, órgão, harmonia, contraponto e fuga — sob a orientação de mestres como Antoine-François Marmontel, Émile Durand, Jules Massenet e César Franck. Chegou a atuar como organista auxiliar na Igreja de Santa Clotilde, em Paris. De volta ao Brasil, assumiu posições de destaque como professor do Instituto Nacional de Música e fundou a Sociedade de Concertos Populares, onde regeu estreias de obras de compositores brasileiros e franceses. Sua obra abrange diversas formações, incluindo canto e piano, música de câmara, orquestra, obras para piano solo, além de uma Fantasia para piano e orquestra, sendo notável a série Dez Estudos de Concerto, op. 73, publicada em 1895 pela editora Lemoine. Esses estudos foram executados por pianistas brasileiros e franceses por várias décadas, incluindo nomes como Amélia de Mesquita, Alcina Navarro, Cassilda Torres e Honorina Silva. Além dessa coleção, compôs também as 5 Peças Sérias e outras obras como Capricieuse, Chant sans paroles e Les adieux, destacando-se por uma escrita refinada, muitas vezes introspectiva e voltada à exploração sonora do instrumento. Carlos de Mesquita também atuou intensamente como regente e promotor musical. Nos anos finais do Império e início da República, foi nomeado para comissões oficiais, como a que escolheu o Hino da Proclamação da República, e esteve ao lado de Leopoldo Miguéz na reforma pedagógica do Instituto Nacional de Música. Suas atividades em Paris prosseguiram ao longo das décadas, sendo condecorado pelo governo francês com as Palmas Acadêmicas e a Ordem da Instrução Pública. Publicou a maior parte de suas obras por importantes editoras europeias, fato que o inseriu em um circuito internacional de circulação musical. A produção vocal de Mesquita inclui colaborações com poetas como Sully Prudhomme, Paul Déroulède e Charles Fuster. Destacam-se canções como Ici bas, Le meilleur moment des amours, O mon aimé! e Paradoxo, sendo algumas delas publicadas por casas como Ricordi e Lemoine. Sua música vocal, geralmente escrita para canto e piano, compartilha com sua obra instrumental o interesse pelo fraseado cuidadoso e o lirismo contido, dialogando com modelos franceses e alemães do século XIX. Mesmo tendo passado seus últimos anos na França, onde faleceu em 1953, Carlos de Mesquita teve importante atuação na vida musical brasileira, promovendo intercâmbios e estreias de obras de compositores como Saint-Saëns, Delibes, Nepomuceno e Miguéz. Seu legado inclui aproximadamente trezentas composições, entre elas peças didáticas, obras de concerto e transcrições. Sua obra ainda permanece vastamente desconhecida até o momento. -- Nossos agradecimentos a Marcelo Fagerlande pelo envio desta rara obra; à Biblioteca Alberto Nepomuceno (UFRJ), onde a partitura foi descoberta; e a Luis Kolodin, que aceitou o convite para realizar a primeira gravação mundial. Também agradecemos a Sylvia Maltese pelo envio da ilustração de Carlos de Mesquita presente na "Revista Histórica da Academia Nacional de Música", ano 2012-2013, Volume XX. -- Edição das imagens e do vídeo: Douglas Passoni de Oliveira Curadoria e revisão: Alexandre Dias