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Nas primeiras décadas do século XX, entre os anos 20 e os anos 40, o Chiado era um dos grandes centros da vida cultural de Lisboa. Nas suas ruas — entre teatros, livrarias e cafés — cruzavam-se escritores, artistas, jornalistas, atores e figuras da vida pública. Era ali que se discutia literatura, política, teatro e as novidades do mundo. Os cafés do Chiado eram verdadeiras academias informais onde se formava opinião e se fazia cultura. Entre esses espaços destacava-se a célebre A Brasileira, ponto de encontro de intelectuais e artistas. Ali podiam encontrar-se, em diferentes momentos, figuras como o poeta Fernando Pessoa, o escritor Mário de Sá-Carneiro, o dramaturgo Almada Negreiros, o romancista Aquilino Ribeiro ou o poeta António Botto. Os cafés do Chiado eram lugares de tertúlia onde as conversas podiam durar horas e onde se cruzavam gerações de criadores. Foi neste ambiente vivo e cosmopolita que também se destacou Mercedes Blasco, presença conhecida na vida cultural lisboeta. Frequentadora assídua do Chiado, era vista muitas vezes entre cafés, teatros e encontros literários. A sua personalidade marcante, aliada à sua atividade artística e literária, fazia dela uma figura reconhecida nesse meio onde circulavam escritores, músicos e homens de teatro. Nos cafés do Chiado encontrava-se um pouco de tudo: a boémia intelectual, o entusiasmo artístico e o debate apaixonado sobre a cultura do tempo. Nesse cenário, Mercedes Blasco era lembrada como uma verdadeira figura do Chiado, integrada nesse mundo vibrante onde a vida cultural de Lisboa se exprimia com intensidade. Assim, entre as mesas de mármore dos cafés, o fumo dos cigarros, os jornais espalhados e as discussões literárias, ficou também a presença de Mercedes Blasco — uma mulher ligada às artes e à escrita, que fez parte da atmosfera singular que marcou o Chiado na primeira metade do século XX.