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BOMTEMPO - SINFONIA NRº 1, MI BEMOL MAIOR, OP.11 (1809) I. Largo-Allegro-Trio ( 00:00:00 - 00:07:29 ) II. Minuetto- Allegro-Trio ( 00:07:31 ) III. Andante ( 13:23 ) IV. Finale - Presto ( 19:11 ) Meir Minsky, Conductor Orquestra Clássica do Porto A Sinfonia nº1 em Mi bemol Maior, Op.11, data de 1809. À data da sua composição, Bomtempo era já um compositor com renome na capital francesa. De facto, a sua carreira de compositor, intérprete e virtuose do piano, havia-lhe granjeado fama na capital francesa . A este propósito, refira-se a estreia dos três concertos para piano e orquestra Op.1, Op.2 e Op.7 em Paris. Bomtempo, à semelhança dos pianistas célebres do seu tempo, como Clementi, Dussek, Cramer, Field, Kalkbrenner e Thalberg, impressionava pelo carácter desenvolto da sua técnica pianística. É, pois, neste contexto de virtuose do piano, que Bomtempo vai mais longe e enceta uma carreira de compositor que, para os padrões nacionais, o distinguem de qualquer concidadão músico em Portugal. Conhecedor das sinfonias de Haydn, de Mozart e das inovações trazidas pelo primeiro, Bomtempo é o primeiro compositor nacional a adoptar o esquema formal de quatro andamentos ao estilo clássico. Num país inundado pela ópera italiana, dominado por um gosto algo duvidoso, inserido na velha tradição Joanina de importação de músicos italianos que outrora fizera furor na Corte Régia, Bomtempo teve, entre outros méritos, o de trazer para Portugal a vanguarda musical do seu tempo. Infelizmente, a falta de continuadores à sua altura e a tradicional pouca importância dada à música enquanto instrumento de civilização e símbolo de prestígio de uma Nação, votou o esforço reformista de Bomtempo ao fracasso. O ano de 1809 é, para a música portuguesa, o ano da criação da primeira sinfonia nos moldes clássicos que, doravante, balizam qualquer obra desse género. Na Salle Olympique, a 15 de Janeiro ou de Fevereiro ( Fonte: IBNL,1992), é executada a Sinfonia nrº 1 de Bomtempo com R. Kreutzer na direcção de Orquestra. Nesse concerto, foi também executado o Concerto para piano e orquestra nrº 4 em Ré Maior, Op.12. A crítica foi divergente em alguns aspectos. Segundo o Journal Général de la France, «bastou ouvir a sua Primeira Sinfonia para colocar [Bomtempo] no grupo dos grandes compositores». Prossegue o dito jornal afirmando: «Haydn, Mozart e Gluck foram muito criticados, até que o seu estudo permitiu conhecê-los melhor e dar-lhes o devido valor. Deseja-se que o senhor Bomtempo seja perseverante e se mantenha na linha dos grandes homens cuja reputação não se fez olhando para o passado.» O Courrier des Spectacles foi bem mais duro na apreciação: chamou a atenção para o Andante e desvalorizou o primeiro e o último andamento, criticando a falta de temas no primeiro e o carácter vago do último. Contudo, da análise histórica destes comentários, ficam dois dados curiosos e a todos os títulos notáveis: a música de Bomtempo era, em 1810, considerada como nova e, por assim dizer, de avant-garde e as obras de Beethoven eram, à data, desconhecidas do grande público parisiense. Em 1810, apenas uma sinfonia do mestre de Bona tinha sido executada em Paris. A Sinfonia em Mi Bemol Maior, Op.11 de Bomtempo será executada em Londres a 3 de Junho de 1811.