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A ilha do Pessegueiro: Possui cerca de 340 m de comprimento e 325 m de largura e está a apenas 250 m da atual linha de costa. Trata‑se de um pedaço de duna fóssil constituída por arenito. Como o nome indica, esta rocha resulta da agregação de grãos de areia por um cimento natural, frequentemente carbonato de cálcio, proveniente de fragmentos de conchas existentes na areia. A ilha do Pessegueiro é, pois um pedaço emerso de uma enorme duna fóssil, em grande parte submersa na atualidade. De facto, o arenito resultou da consolidação de antigas dunas, formadas quando o mar se encontrava alguns quilómetros recuado em relação à linha de costa atual (regressão marinha). Atualmente, a ilha do Pessegueiro funciona como um gigantesco quebra‑mar, proporcionando um excelente abrigo natural para a ancoragem de embarcações. Com efeito, estão documentados dois estabelecimentos portuários na ilha, um da Idade do Ferro e outro da Época Romana. A utilização da ilha durante a ocupação romana está melhor documentada, uma vez que as obras realizadas nessa época terão destruído quase completamente as estruturas da Idade do Ferro. Em qualquer dos casos, a ocupação era sazonal e a ilha mantinha forte dependência do continente. Porto Covo: Continua a ser a simpática povoação de pescadores, de pequenas casas brancas, que foi recuperada pelo Marquês de Pombal depois do terramoto de 1755. A visita vale bem a pena pelas belas praias escarpadas e escondidas que se encontram ao longo da costa. Durante o verão muitos visitantes ocorrem a esta zona para recuperar forças, encontrando a calma e a tranquilidade perdidas no tempo. A cerca de 250 metros ao largo de Porto Covo, avista-se a abandonada Ilha do Pessegueiro, fonte de inspiração para os mais poéticos. Aí encontraram-se vestígios de ocupação cartaginesa durante o séc. III a.C. e de ocupação romana, nomeadamente tanques de salga de peixe, mas a tradição e o imaginário falam-nos de um refúgio de piratas ao longo dos séculos. Actualmente, podem ver-se ruínas de um forte construído no séc. XVII que, juntamente com uma fortaleza gémea em Porto Covo, defendiam esta parte da costa. Os mais corajosos, podem tentar ir até à ilha, mas com cuidado, pois não existem visitas organizadas.