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🎞️ 🎨Direção, Colorização e Edição: João Mancha 🎞️ Roteiro: Zândhio Huku e João Mancha 📹 Captação de Imagens: João Mancha 📽️ Produção: Convergência Social Produções e Zândhio Huku 🌏 Locação Filmagens: Parque Olhos D'água (Brasília/DF) 🎼 Música/Letra/Vozes/Instrumentos: Zândhio Huku 🎼 Produção/Arranjos/Mix/Master: Caio Duarte, Londres - UK 🎼 Gravado em Durand Estúdio, Brasília - DF INSTAGRAM: / zandhiohuku FACEBOOK: / zandhiohukusolo YOUTUBE: /@zandhiohuku SPOTIFY: /https://open.spotify.com/intl-pt/arti... Canto de Passarinho (Zândhio Huku) O passarinho tão curioso e sonhador Saiu do ninho bateu asas e voou Foi pra cidade e pro mato não voltou Aprendeu a ler, a escrever e ensinar Mas só queriam aprender o seu canto de passarinho Ele falava em proteger a floresta e os animais E lhes diziam que ele não era mais passarinho Que passarinho tem é que viver no mato Vive no mato sendo alvo de caçador Vive no mato tomando tiro de caçador Vive no mato sendo alvo de caçador Vive no mato tomando tiro de caçador O passarinho está velho e não canta mais Ele só precisa de mato pra morrer em paz Todos irão saber que existiu um passarinho Incompreendido e a frente do seu tempo E todos vão cantar imitando passarinho Falando de um mato que não existe mais E todos vão cantar imitando passarinho Procurando um espírito que não existe mais E todos vão cantar imitando passarinho Falando de um mato que não existe mais E todos vão cantar imitando passarinho Procurando um espírito que não existe mais Se morre o passarinho, morre a floresta, morre a esperança. A letra “Canto de Passarinho”, constrói uma metáfora sobre a experiência de artistas e intelectuais indígenas que deixam os seus territórios de origem para dialogar com o mundo não indígena. O passarinho simboliza essas pessoas indígenas que, movidas pela curiosidade, pelo sonho e pela necessidade de sobrevivência e resistência, “saem do ninho”, aprendem a ler, escrever e ensinar, isto é, transitam entre mundos, linguagens e sistemas de conhecimento. Quando o passarinho vai para a cidade e “pro mato não voltou”, isso não representa abandono de sua origem, mas sim o custo desse deslocamento, pois ele passa a viver num espaço de tensão, onde já não é plenamente reconhecido nem como pertencente ao mato (território indígena), nem como parte da cidade. Esse não lugar ou lugar de fronteira é marcado pela incompreensão. A passagem da letra “só queriam aprender o seu canto de passarinho” representa a arte indígena (música, pintura, dança, literatura) geralmente consumida pelo público não indígena apenas como algo exótico, belo ou esteticamente agradável. No entanto, quando o passarinho fala em “proteger a floresta e os animais”, ele deixa claro que sua arte não é neutra nem decorativa. Ela nasce da dor, da luta e da urgência da preservação da vida no planeta. O conflito surge porque a sociedade dominante deseja a arte, mas rejeita a mensagem. Ao dizerem que ele “não era mais passarinho” e que “passarinho tem é que viver no mato”, a letra denuncia uma lógica colonial, onde o indígena só é aceito se permanecer confinado a um espaço idealizado, distante, silencioso e politicamente inofensivo. Ao mesmo tempo, o próprio mato é descrito como um lugar de violência “alvo de caçador”, “tomando tiro”. Nesse contexto, denunciando a contradição de exigir que os povos indígenas permaneçam na floresta enquanto essa mesma floresta é constantemente atacada e violada. O envelhecimento do passarinho e a perda do canto simbolizam o esgotamento físico, emocional e espiritual causado por anos de resistência solitária e de não escuta. Ele “só precisa de mato pra morrer em paz”, o que remete ao desejo de retorno ao território, à ancestralidade, mesmo que apenas no fim da vida. O reconhecimento de que ele foi “incompreendido e à frente do seu tempo” costuma vir tarde demais, um padrão recorrente na história das lideranças e artistas indígenas. Nos versos finais, quando “todos vão cantar imitando passarinho”, é uma crítica clara e direta, visto que após sua morte, sua cultura passa a ser reproduzida, apropriada e romantizada, mas já desconectada de sua origem viva. Fala-se de um “mato que não existe mais” e de um “espírito que não existe mais”, indicando que, sem os povos indígenas e sem a floresta viva, resta apenas a imitação vazia, a memória sem presença, a estética sem ética. A frase final “se morre o passarinho, morre a floresta, morre a esperança”, sintetiza a mensagem da música: a sobrevivência da floresta está intrinsecamente ligada à sobrevivência dos povos indígenas e ao reconhecimento de que sua arte é, antes de tudo, um ato de denúncia, de cuidado e de resistência. Não se trata apenas de beleza, mas de um chamado urgente à responsabilidade coletiva diante da crise ambiental e civilizatória, e uma clara denúncia ao capitalismo devorador de mundos. #povosindígenas #musicaindigena #sertanejo #meioambiente #violacaipira