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Nietzsche e a inversão dos valores: quando o forte virou mau “Friedrich Nietzsche afirmou algo que poucos têm coragem de encarar: os valores que regem o mundo não são naturais, não são eternos, não são divinos. Eles foram criados. E foram criados por um tipo humano específico.” Na moral grega antiga, o forte era bom. O nobre era bom. O saudável era bom. Bom significava potência, vitalidade, coragem, capacidade de afirmar a vida. O fraco não era mau, ele era apenas fraco. Não havia ódio, nem ressentimento, nem moralização da fraqueza. Havia hierarquia natural da vida. Mas isso mudou radicalmente. Segundo Nietzsche, ocorreu uma revolução silenciosa, não pela força, mas pela astúcia. O fraco, incapaz de agir diretamente, criou valores. Incapaz de vencer no mundo real, venceu no mundo simbólico. O sacerdote decadente entrou em cena. Esse sacerdote, doente, ressentido, impotente diante da vida, operou a maior transvaloração de valores da história. Ele disse ao fraco: você não é fraco, você é bom. E disse ao forte: você não é forte, você é mau. O que antes era virtude virou pecado. O que antes era potência virou culpa. O que antes era afirmação virou arrogância. Assim nasce a moral dos escravos. Uma moral fundada no ressentimento. O fraco, incapaz de criar, reage. Incapaz de afirmar a vida, nega a vida. Incapaz de suportar a dor da existência, cria um mundo além deste. Um mundo imaginário onde os fracos serão recompensados e os fortes punidos. Nietzsche chama isso de religião dos decadentes. Uma religião que glorifica o sofrimento, que exalta a submissão, que transforma a impotência em virtude. Não é uma religião da força espiritual, mas da negação da vida. Uma moral que diz: sofrer é bom, desejar é mau, afirmar-se é pecado. O problema não é histórico. O problema é atual. Essa moral ainda domina. O homem moderno não busca grandeza, busca conforto. Não busca potência, busca prazer imediato. Não cria valores, repete slogans morais. Vive anestesiado, ressentido, chamando sua fraqueza de bondade. Nietzsche não propõe crueldade. Ele propõe honestidade. Ele não defende violência, mas força interior. Ele quer o retorno do espírito trágico: aquele que aceita a vida como ela é, com dor, caos e incerteza, sem inventar desculpas metafísicas. Quando o forte virou mau, a vida adoeceu. Quando a fraqueza virou virtude, o homem se apequenou. O niilismo venceu. Hoje, tudo é permitido, mas nada faz sentido. Há excesso de prazer e ausência de propósito. Há liberdade externa e escravidão interna. Nietzsche nos chama a um choque de realidade. Ou o homem cria novos valores, ou continuará vivendo como rebanho. Ou assume a responsabilidade pela própria existência, ou continuará terceirizando sua vida para ideologias, religiões e discursos morais. Esse é o ponto central: não é questão de fé, é questão de força. Não força física, mas força de caráter. Capacidade de suportar a vida sem anestesia. Capacidade de afirmar a existência sem pedir desculpas por existir. Nietzsche não queria homens confortáveis. Queria homens fortes. E essa força começa quando paramos de chamar decadência de virtude