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#Malbec #Malbecday #Vinho História de uma das uvas preferidas dos brasileiros. A Malbec, que nasceu na França e virou rainha na Argentina. A Malbec é originária Quercy, no sudoeste francês. É fruto de um cruzamento natural da Magdeleine Noir des Charentes com a Pruneland Noir. Ganhou o nome de Malbec em Bordeaux, no século 18, graças a um produtor húngaro chamado Monsieur Malbeck, que era um conhecido vendedor de mudas de uvas na região. Foi uma uva importante em Bordeaux, mas é em Cahors onde é conhecida pelos nomes de Côt e Auxerrois, é que encontrou refugio. Refúgio porque ela foi praticamente abandonada pelos produtores bordaleses. A Malbec foi bastante atingida pela filoxera e acabou sendo considerada uma variedade frágil. Depois da geada histórica de 1956, que devastou 75% dos vinhedos, os bordaleses encontraram oportunidade para arrancar os pés de Malbec e trocar principalmente pela Merlot, considerada mais resistente. Em Cahors, pertinho de Bordeaux, no sudoeste da França, ela deve, pelas regras da AOC, estar presente em no mínimo 70% do blend. Os vinhedos de Cahors foram plantados pelos romanos e ganharam prestígio na idade média. O casamento de Eleanor de Aquitânia com Henrique II, rei da Inglaterra, abriu as portas do mercado inglês para os vinhos de Cahors. Os bordaleses não gostaram de ver o vizinho privilegiado e pressionaram pela criação de uma taxação exorbitante e uma lei absurda que só permitia a compra de vinhos de Cahors, ou de qualquer lugar da Gasconha, depois que toda a produção de Bordeaux estivesse vendida. Só em 1777, o ministro das finanças da França, Jacques Turgot, acabou com essa história. No século 19, a região de Cahors tinha 58 mil hectares de vinhedos e exportava 75% dos seus vinhos. A filoxera fez um estrago terrível e os vinhedos tiveram que ser replantados. Para se ter uma ideia, hoje são apenas 4200 hectares. No sudoeste francês a Malbec está presente também em Bergerac, Pécharmant, Côtes de Duras, Buzet e Fronton. Em Bordeaux é uma das 6 variedades tintas autorizadas e está em alguns cortes. Em Saint-Émilion, por exemplo, é conhecida pelo nome de Pressac. No Loire, é autorizada em cortes dos vinhos de Anjou. Está presente no Chile, na Itália, na Califórnia, na África do Sul, no Uruguay, na Austrália e na Nova Zelândia. E na Argentina ela é a rainha. São mais de 24 mil hectares de Malbec. O responsável por levar a variedade para a Argentina foi o agrônomo francês Michel Pouget, em 1868. Pouget foi contratado para iniciar um programa de melhoria dos vinhedos de Mendoza e o resultado é o que vemos hoje. No começo a Malbec era rejeitada pelos produtores locais, por acharem que a planta era pouco produtiva. Mas com a evolução do gosto do consumidor ela caiu nas graças dos críticos internacionais e conquistou definitivamente os produtores. Na argentina a Malbec ganhou diversidade. É possível encontrar desde vinhos mais simples até os mais complexos. É uma uva com muitos taninos o que favorece a harmonização com as carnes argentinas. Casamento melhor impossível. O Malbec argentino tem notas de ameixa, amora, violeta... Tem estrutura para envelhecer em barrica e com isso ganha complexidade de aromas e sabores.