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Madalena Sá Fernandes nasceu em Lisboa em 1993. Estudou literatura, teve uma agência de redes sociais e chegou a ser uma das it girls mais conhecidas de Portugal. Mantém mais de 224 mil seguidores só no Instagram, mas enveredou por outra forma de influência, quando se começou a dedicar à escrita. Em 2020, tornou-se cronista do PÚBLICO (https://www.publico.pt/autor/madalena...) , onde escreve sobre a espuma dos dias. Na literatura é autora de Leme e Deriva. Antes de publicar o primeiro livro, em 2023, a escritora apagou todas as publicações da sua página de Instagram, onde partilhava não só pequenos textos, como também momentos da vida ou a jornada da maternidade. Tomou a decisão de começar com uma página em branco por achar que “literatura e redes sociais são aparentemente incompatíveis” ou mundos quase opostos. “As redes são a antítese de tudo o que a leitura representa: a pausa e o tempo que a leitura exige”, defende em entrevista no podcast A Vida Não é o Que Aparece (https://www.publico.pt/podcast-vida-n...) . As redes sociais, preocupa-se, beneficiam com a “dispersão da nossa atenção”, mas também acredita que nos transformam a todos em vendedores, apesar de reconhecer a sua importância na promoção dos livros. “Há uma necessidade de que toda a gente seja influencer da sua área… isto tem um lado desgastante”, declara, comparando: “Temos de estar todos na praça a impingir os nossos serviços. Todas as áreas são transformadas na noção do produto e da competitividade”. Como consequência, “somos todos Narcisos” nas redes sociais, critica, falando da comparação que há com ideais de vida inatingíveis. “Os telemóveis são os nossos próprios lagos de Narciso”. Siga o podcast A Vida não É o Que Aparece e receba cada episódio semanalmente, à terça-feira, no Spotify (https://open.spotify.com/show/1Tl27rf...) , na Apple Podcasts (https://podcasts.apple.com/pt/podcast...) , ou noutras aplicações para podcasts. See omnystudio.com/listener (https://omnystudio.com/listener) for privacy information.