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Aqui tem, Companheiros Amigos, um registo de 1946, efectuado nos Estúdios Valentim de Carvalho, na Rua Nova de Almada, em Lisboa, e pertencente à Face B do disco de 78 rotações editado pela Parlophone, em que a cantadeira Fernanda Baptista, acompanhada de orquestra dirigida por João Nobre, nos oferece dois fados do seu reportório. Neste registo, escutamos um número da revista "Canções Unidas", de seu nome «As Trapeiras de Lisboa», da autoria de Raul Ferrão, com letra de Santos Fernando, Almeida Amaral e Lourenço Rodrigues: Ai Lisboa Como tu és divertida Se te vejo cá de cima das trapeiras Quanto mais olho p’ra ti Lisboa tão querida tanto mais fico encantada Com essas tuas maneiras Ou ao sol ou à luz do luar És p’ra mim uma irmã de brincar E se aqui vou ganhar o meu pão Não é demais ser para ti meu coração Oh Lisboa Que para mim não tens reversos Manhã cedo corro a ver-te com saudade E eu só queria Meu amor, saber fazer versos P’ra tos oferecer Lisboa Minha formosa cidade Surgido na sequência da estreia de Fernanda Baptista na revista "Banhos de Sol", uma aposta de João Nobre recomendada por Luísa Satanela para a substituir devido a grave doença que impediu a criadora das Filigranas do Norte de continuar o espectáculo, o êxito desta música foi de tal ordem, que Fernanda Baptista caiu nas boas graças do regime fascista do Estado Novo, que lhe atribuiu o Prémio de Melhor Quadro de Revista à Portuguesa do Secretariado Nacional de Informação, e assim que este tema saiu, passou a ser uma constante nas rádios. Poucos anos depois, em 1973, Fernanda Baptista regravaria este fado na Riso e Ritmo, com novos arranjos e direcção musical de Ferrer Trindade, num registo que foi muito difícil para a intérprete, que ficava lavada em lágrimas ao cantar a música, ao reviver o sortilégio do triunfo e dos aplausos delirantes do seu público.