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É a voz de alguém que guarda o nome do outro na boca como um segredo precioso, resistindo ao impulso de chamar, porque amar, aqui, é um gesto que dói e salva ao mesmo tempo. O espaço íntimo o quarto, o corpo, o silêncio torna-se cenário de espera, desejo e entrega, onde cada ausência é sentida como fome e cada memória como luz crua. O amor surge sem promessas nem futuros desenhados. É um encontro de mãos imperfeitas, de verdades ditas na respiração, onde o essencial não é a duração, mas a intensidade. Dois corpos reconhecem-se antes mesmo de se tocarem, como se já se soubessem de outras vidas ou de outros sonhos. Há nesta relação um fogo que não pede perdão: amar é arder, cair junto, aceitar o risco. O outro é faca e abrigo, noite e casa, e mesmo assim ou por isso mesmo é indispensável. Não há calma possível quando o sentimento é vasto demais para caber no tempo. No fundo, o poema celebra um amor que prefere o tudo ao pouco, o agora ao depois. Um amor que aceita perder-se para sentir por inteiro, porque viver pela metade seria a verdadeira ausência. É um canto íntimo à coragem de amar sem medida, mesmo quando isso implica doer. Tenho a boca cheia do teu nome E os dentes cerrados para não chamar O quarto sabe a ferrugem e fome E eu aprendi a esperar a sangrar Há luz crua nas paredes Sem piedade, sem véu O teu silêncio entra-me na pele Como quem já sabe o que é seu Não me prometas futuro Tira-me só o chão Vem com as mãos sujas E a verdade na respiração Vem, que eu não sei amar devagar Morde-me o nome, não peças perdão Se for pecado, deixa arder O corpo também tem razão Vem, que eu não sei cair sozinho Leva-me ao limite de mim Se isto é o fim, que seja agora Com o teu peso sobre o meu fim Trouxeste sede em vez de flores E eu bebi sem perguntar Tenho cicatrizes que sabem o teu toque Antes mesmo de tocar És faca e és abrigo És noite sem moral Quando me dizes “fica” O mundo fica igual Não me fales de calma Nem de tempo depois Há corpos que se entendem Antes de serem dois Vem, que eu não sei amar devagar Morde-me o nome, não peças perdão Se for pecado, deixa arder O corpo também tem razão Vem, que eu não sei cair sozinho Leva-me ao limite de mim Se isto é o fim, que seja agora Com o teu peso sobre o meu fim Não me olhes assim Como quem vai embora Olha-me como quem fica Mesmo que doa agora Há fados que não se cantam Raspam-se na carne viva E eu prefiro perder tudo Do que viver pela metade da vida Vem, que eu não sei amar devagar Morde-me o nome, não peças perdão Se for pecado, deixa arder O corpo também tem razão Vem Que eu não sei cair sozinho Leva-me ao limite de mim Se isto é o fim, que seja agora No alto de mim No alto de mim