У нас вы можете посмотреть бесплатно Ela era rica demais pra mim, um caminhoneiro pobre — mas naquela noite me pediu algo que ninguém jam или скачать в максимальном доступном качестве, видео которое было загружено на ютуб. Для загрузки выберите вариант из формы ниже:
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Vida de caminhoneiro é assim, chofer… Quando a gente acha que a greca vai ser tranquila no tapete preto da B R, aparece um QRM na pista e muda tudo. Eu já rodei esse Brasil de ponta a ponta. Já vi cachorro louco arrancando tinta, já vi cupim de aço detonando viatura boa, já voltei batendo lata depois de pegar bucha de carga. Mas naquela madrugada… foi diferente. Eu tava na boleia do meu Scania R450 vermelho, fazendo média, na moralzinha… eu tou na liga, tou na brisa chofer, só no chá de urubu e no barulho do bruto. Até que parei num petroleiro de beira de B R, daqueles que só tem caminhoneiro coruja e mais ninguém. E foi ali que eu vi ela. Bem vestida… diferente daquele mundo de poeira e diesel. E quando ela chegou perto da boleia e falou comigo… c tá doido chofer… O pedido que aquela mulher me fez naquela noite… não era coisa de estrada. Era coisa que podia virar balaio de gato grande. E foi naquele momento que eu percebi uma coisa: Às vezes a gente tá rodando tranquilo no tapetão da B R… E do nada a vida manda um QRM daqueles que muda a rota inteira da viagem. O volante tremeu na minha mão quando o Scania R450 vermelho pegou um pilão no meio do tapete preto da B R. O bruto deu um pulo seco, daqueles que fazem o coração vir parar na garganta. — Ô estrada desgraçada… — resmunguei, segurando firme o volante. A madrugada tava fechada, céu escuro, só o farol do caminhão rasgando o asfalto lá na frente. De vez em quando aparecia um barra móvel passando ligeiro no sentido contrário, vagalume piscando no escuro. No rádio P X, só chiado. Peguei o microfone. — Break, break… algum macanudo copiando aqui na B R? Silêncio. Depois de alguns segundos, uma voz cansada respondeu: — Copiado, parceiro… quem tá na escuta? — Aqui é o Marcos Batista, no comando do Scania R450 vermelho, rodando vazio… de leve… indo pegar carga mais pra frente. — Rapaz… essa madrugada tá morta mesmo. — Pois é — respondi — só eu, o bruto e esse tapetão infinito. Desliguei o microfone e fiquei só corujando o rádio. A estrada tem dessas coisas. Tem noite que parece que o mundo inteiro sumiu e só sobrou você rodando no escuro. Eu já tava nessa vida fazia quase quarenta anos.