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No tempo em que só existia o dia, no mundo, várias coisas já viviam e todas tinham um ruído, um canto, uma fala. E assim toda vez que aparecia mais um barulho novo, uma nova criatura tomava vida. O que ainda não existia era a noite. Foi nesse tempo que surgiu Laiá, filha de um cantar da Mata. A Mata, filha do Som, traz o axé de cantar para criar novas criaturas, assim como o seu pai. Laiá cresce entre as árvores e os bichos, se enfeita com as penas dos pássaros. Os pássaros do cerrado foram cantados e criados pelo canto de Laiá, como o beija-flor tesoura, o sábia-laranjeira, o tucano, o bem-te-vi, o sanhaço, as araras. No tempo em que só existia o dia, Laiá dormia acalentada pelas Sombras. As Sombras, no tempo em que só existia o dia, se arrastavam de um lado para o outro, sonhavam em subir pro céu assim como os pássaros. De tanto sonhar com isso inventam de inventar uma grande ave. O tempo passa e Laiá com ele cresce, em todos os sentidos e em formosura. Numa noite estrelada, andando até os limites da mata, descobre o Rio. O Rio refletia o céu, e assim estava inteiramente coberto de estrelas, impressionantemente estrelado. Laiá se apaixona por ele. Mas a Mata tem receio que Laiá se afogue. Então a Mata revela pra Laiá que o Rio é na verdade uma grande cobra que rasteja pela Terra, que engole as criaturas e as deixa vivas dentro dele, transformando todas em peixe. Diz para Laiá tomar cuidado com ele. As criaturas da Mata dizem que Laiá virou uma sereia, que o Rio apaixonado por ela não teve coragem de transformá-la por inteira em peixe, fazendo isso só em uma metade, da cintura para baixo. As criaturas dizem também que Laiá de vez em quando aparece cantando, imitando o canto da Mata que fez com que ela surgisse. Um canto lindo cheio de estrelas. -- MITO DO CALANGO VOADOR Episódio 02: Sinhá Laiá Textos extraídos do MITO DO CALANGO VOADOR E OUTRAS HISTÓRIAS DO CERRADO de Tico Magalhaes Direção e Roteiro: Anderson Quack Produção e Roteiro: Stéffanie Oliveira Narração: Cristiane Sobral Direção de Fotografia e Câmera: Guto Martins e Daniel Basil Assessoria de Comunicação: Ramon Lima Edição e Finalização: Lucas Millecco Gravação do baque: Seu Estrelo Captação e Finalização: Pedro Albuquerque Figureira: Tainá Martins -- Realização: Instituto Candango de Culturas Populares e Grupo Seu Estrelo Produção: Centro Tradicional de Invenção Cultural e Rosa dos Ventos Produções Fomento: FAC - Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal