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O Rappa e Rapadura - Reza Vela / Nordeste me Veste [Acústico na Oficina Francisco Brennand] скачать в хорошем качестве

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O Rappa e Rapadura - Reza Vela / Nordeste me Veste [Acústico na Oficina Francisco Brennand]

Artista: O Rappa Lançamento: 2016 Gravadora: Warner Music Brasil Direção: Lírio Ferreira Direção de Fotografia: Marcelo Durst Luz: Leonardo Detomi Produção: Luni Gravado "ao vivo" na Oficina Cerâmica Francisco Brennand, no Recife (PE) Letra: "Minhas irmãs, meus irmãos, oxe! se assumam como realmente são Não deixem que suas matrizes, que suas raízes morram por falta de irrigação Ser nortista e nordestino meus conterrâneos num é ser seco nem litorâneo É ter em nossas mãos um destino nunca clandestino para os desfechos metropolitanos" Êha! ei! nortista agarra essa causa que trouxeste Nordestino agarra a cultura que te veste Eu digo norte vocês dizem nordeste Norte, nordeste Norte, nordeste Rasgo de leste a oeste como peste do sul ao sudeste Sou rap agreste norte-nordeste epiderme veste Arranco roupas das verdades poucas das imagens foscas Partindo pratos e bocas com tapas mato essas moscas Toma! eu meto lacres com backs derramo frases ataques Atiro charques nas bases dos meus sotaques Oxe! querem entupir nossos fones a repetirem nomes Reproduzindo seus clones se afastem dos microfones Trazem um nível baixo, para singles fracos, astros de cadastros Não sigo seus rastros, negados padrastos Cidade negada como madrasta, enteados já não arrasta Esses órfãos com precatas, basta! ninguém mais empata Meto meu chapéu de palha sigo pra batalha Com força agarro a enxada se crava em minhas mortalhas Tive que correr mais que vocês pra alcançar minha vez Garra com nitidez rigidez me fez monstro camponês Exerce influência, tendência, em vivência em crenças destinos Se assumam são clandestinos se negam não nordestinos Vergonha do que são, produção sem expressão própria Se afastem da criação morrerão por que são cópias Não vejo cabra da peste só carioca e paulista Só frestyleiro em nordeste não querem ser repentistas Rejeitam xilogravura o cordel que é literatura Quem não tem cultura jamais vai saber o que é rapadura Foram nossas mãos que levantaram os concretos os prédios Os tetos os manifestos, não quero mais intermédios Eu quero acesso direto às rádios palcos abertos Inovar em projetos protestos arremesso fetos Escuta! a cidade só existe por que viemos antes Na dor desses retirantes com suor e sangue imigrante Rapadura eu venho do engenho rasgo os canaviais Meto o norte nordeste o povo no topo dos festivais, toma! A chama da vela que reza Direto com santo conversa Ele te ajuda te escuta Num canto colada no chão mas sombras mexem Pedidos e preces viram cera quente Pedidos e preces viram cera quente A fé no sufoco da vela abençoada no dia dormido O fogo já não existe ali saíram do abrigo São quase nada A molecada corre e corre, ninguém tá triste A molecada corre e corre, ninguém tá Se tudo move se o prédio é santo Se é pobre mais pobre fica Vira bucha de balão ao som de funk E apertada tua avenida A cera foi tarrada Não se admire A cera foi tarrada Não se admire Tá no céu balão de bucha Não espere o tiro Apenas mire Depois da benção o peito amassado É hora do cerol é hora do traçado Quem não cobre fica no samba atravessado Sobe balão no céu rezado Redes oficiais:   / orappa     / orappa     / orappaoficial   http://plus.google.com/+oficialorappa http://www.orappa.com.br

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