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Richard Feynman recebeu essa pergunta mais vezes do que qualquer outra durante a carreira inteira dele. Alunos, jornalistas, religiosos, ateus — todo mundo queria que ele respondesse se o universo é um projeto com propósito ou se tudo que existe é resultado de pura sorte estatística. E a resposta que ele deu não agrada ninguém. Durante séculos a física operou com o determinismo — a ideia de que o universo funciona como um relógio perfeito onde tudo é previsível desde o início dos tempos. Essa visão era compatível com a ideia de um criador: a ciência explicava o mecanismo, a religião explicava quem ligou o mecanismo. Cada um no seu canto, paz. Até que a mecânica quântica nasceu e destruiu essa paz completamente, revelando que no nível mais fundamental da realidade o acaso não é ignorância — é uma propriedade da natureza. Einstein não aceitava isso. Disse a frase mais famosa da história da física: "Deus não joga dados." Passou os últimos 30 anos da vida tentando provar que a mecânica quântica estava incompleta. Morreu sem conseguir. Em 1964, John Bell formulou o teorema que permitiu testar a questão. Em 1982, Alain Aspect realizou o experimento. Resultado definitivo: variáveis ocultas locais não existem. O acaso quântico é real. Einstein estava errado. E Feynman? Ele surpreendeu todo mundo. Disse que a ciência não pode responder se Deus existe ou não — e que qualquer cientista que diga o contrário está ultrapassando os limites do que a ciência permite afirmar. Criticava com a mesma intensidade ateus e religiosos que usavam a ciência pra provar seus pontos. E foi além: disse que o universo não precisa de propósito declarado pra ser extraordinário, e que a ausência de propósito não é ausência de beleza. 📚 BIBLIOGRAFIA: 📖 "The Feynman Lectures on Physics" — Vol. III, Cap. 1 R. Feynman, R. Leighton, M. Sands — 1965 → Base da explicação sobre probabilidade quântica e a natureza fundamental do acaso. 📖 "The Character of Physical Law" R. Feynman — MIT Press, 1965 → Reflexões sobre determinismo, probabilidade, e os limites da intuição humana. 📖 "The Meaning of It All" R. Feynman — 1998 → Palestras sobre a relação entre ciência, religião e incerteza. Contém a posição de Feynman sobre Deus e propósito. 📖 "The Pleasure of Finding Things Out" R. Feynman — 1999 → A frase "é mais interessante viver sem saber" e a filosofia da incerteza como força. 📖 "QED: The Strange Theory of Light and Matter" R. Feynman — 1985 → Explicação acessível da eletrodinâmica quântica e da natureza probabilística do universo. 🔬 Complementares: Teorema de Bell (1964), Experimento de Aspect (1982), Demônio de Laplace, Debate Bohr-Einstein (Conferências Solvay 1927-1930).