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Conversamos com a escritora Aida Gomes sobre o romance "Os pretos de Pousaflores" (São Paulo, Editora Funilaria, 2023). O livro tem prefácio de Ana Paula Tavares. No romance, a autora trata dos ditos retornados, a população que deixou Angola ali por volta da época da independência. No prefácio, Ana Paula Tavares fala em cerca de 290 mil pessoas que deixaram Angola rumo a Portugal. É nesse contexto histórico que a romancista Aida Gomes situa seu romance, com foco específico na família dos Prata, um pai de origem portuguesa, um filho e duas filhas (angolanos de nascimento) que vão parar na pequena localidade de Pousaflores, em Portugal. O romance se faz pela polifonia de 6 personagens, com grande riqueza de linguagem, abrindo mão de uma voz narrativa onisciente. São eles o pai, Silvério Prata, e os filhos Justino, Belmira e Ercília. Também narram suas histórias a irmã de Silvério, que os recebe em Pousaflores, Marcolina, e a mãe de uma das meninas, Deodata Nuíla, que só consegue ir depois para Portugal. Aida Gomes nasceu em Angola em 1967. Estudou Sociologia e obteve o mestrado em Ciências Sociais e Políticas na Holanda. Entre 1997 e 2017, trabalhou na África, Ásia e América do Sul, em missões de paz pela Organização das Nações Unidas (ONU). Atualmente, é pesquisadora em História da Literatura na Universidade Federal do Rio Grande - FURG, no Brasil. Na conversa, Aida foi perguntada sobre sua relação com o Brasil e com a pesquisa acadêmica. Ela comentou sobre sua trajetória de investigadora e enfatizou o lugar político do Sul Global. Aida falou do romance "Os pretos de Pousaflores", cuja escrita se tornou possível só após um longo período de urgência profissional às voltas com situações conflituosas, seja em Angola ou nos países pelos quais passou como agente de Ong's ou da ONU. Ela destacou o esforço de "língua", para que cada personagem tivesse sua própria personalidade linguística, e também o esforço de autonomia narrativa, evitando um narrador extradiegético. Aida Gomes comentou, a seguir, sobre as relações de familiaridade com as situações passadas pelas personagens do livro, comparando o seu percurso biográfico com os do romance, personagens em trânsito, às voltas com os dilemas de (des)territorialização. Como "Os pretos de Pousaflores" se estrutura pela experimentação narrativa, Aida destacou o trabalho de composição das diferentes vozes e da organização das sequências discursivas, postas em contraponto e em permanente tensão. Ela relatou as opções pensadas durante o processo de escrita e como escolheu afinal a "lógica" da narrativa. A romancista comentou sobre o processo de pesquisa para a criação da história, apontando algumas passagens importantes do processo. Aida foi perguntada sobre a liberdade da linguagem literária em relação ao trabalho de pesquisa histórica, às voltas com discussões sobre o colonialismo e o pós-colonialismo, além do racismo e dos temas de gênero. Ela também respondeu sobre a condição ética da literatura quanto aos temas abordados no romance, enfatizando na resposta o compromisso com a verdade da condição humana, mais do que com as lições sociológicas ou ideológicas. Evitar os estereótipos foi um dos compromissos da escrita do romance, adotando mais uma perspectiva compreensiva que ativista. Foi uma ótima conversa! O livro pode ser adquirido em livrarias ou no link https://www.editorafunilaria.com.br/p...