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Matine no antigo Sombra Som e Barão Geraldo Campinas SP- A Matinê que Confirmou a Colmeia: quando a alegria comunitária vira realidade por Jornalista Renato Globol — fevereiro de 2026 O que ontem parecia apenas mais um compromisso no calendário do carnaval comunitário revelou-se, na prática, uma afirmação concreta de tudo aquilo que defendemos quando falamos do Beeiro O Bloco. A bateria se apresentou na matinê, as crianças ocuparam o centro da festa, os amigos compareceram em presença viva — e o resultado foi simples de dizer, mas profundo de compreender: foi um sucesso verdadeiro, daqueles que não cabem em planilhas nem em relatórios de patrocínio. Este texto continua sendo um ponto de vista assumido. Não há neutralidade possível quando se testemunha a cultura popular acontecendo diante dos próprios olhos, com dignidade, afeto e pertencimento. O que ocorreu ontem não foi apenas um evento bem-organizado. Foi a confirmação de que a colmeia de Barão Geraldo segue viva, pulsando no ritmo do tambor e na alegria das crianças. A força de uma matinê não está no espetáculo, mas no encontro. E o encontro aconteceu. Havia algo de raro no ar: a sensação de comunidade real. Crianças brincando sem medo, famílias compartilhando o mesmo espaço, amigos celebrando juntos aquilo que não se compra — a experiência de pertencer. A bateria não tocou apenas música; tocou memória, continuidade e futuro. Cada batida reafirmava que o carnaval de bairro não é resíduo do passado, mas semente de amanhã. Num tempo em que tantas festas se tornam produtos e tantos encontros viram consumo, ver uma matinê comunitária dar certo tem peso simbólico enorme. Significa que ainda existem territórios onde a cultura não foi capturada pelo mercado. Onde o riso infantil vale mais que o camarote. Onde o sucesso não se mede por público pagante, mas por olhos brilhando. E ontem os olhos brilhavam. O sucesso da apresentação não veio do acaso. Veio do trabalho coletivo — da lógica da colmeia. Amigos presentes não são detalhe social; são estrutura afetiva. Crianças felizes não são consequência automática; são resultado de cuidado. Uma bateria afinada não surge do nada; nasce de dedicação contínua, de gente que acredita que manter viva a cultura popular é tarefa diária, silenciosa e profundamente política. Por isso, o que aconteceu ontem ultrapassa a própria matinê. Ele confirma um caminho. Confirma que apostar nas crianças é acertar no futuro. Confirma que fortalecer vínculos comunitários ainda é possível. Confirma que o carnaval pode ser espaço de formação humana, não apenas de entretenimento passageiro. Há vitórias barulhentas que desaparecem rápido. E há vitórias discretas que permanecem. A de ontem pertence ao segundo tipo. Nada ali foi grandioso no sentido espetacular — e justamente por isso foi grande de verdade. Porque a grandeza do Beeiro nunca esteve no tamanho, mas no significado. Nunca esteve na visibilidade midiática, mas na continuidade afetiva. Nunca esteve no lucro, mas no laço. Quando a bateria tocou e as crianças responderam com alegria espontânea, algo essencial aconteceu: o futuro deu um pequeno sinal de esperança. E, no Brasil de hoje, pequenos sinais já são acontecimentos imensos. O Beeiro O Bloco segue sendo mais que um bloco. Segue sendo gesto coletivo. Segue sendo memória em movimento. Segue sendo promessa possível. E depois da noite de ontem, essa promessa não é apenas discurso. Ela tem som, rosto, riso e presença. Tem vida.