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A rainha das festas da borda-d'água. Uma tradição secular, que todos os anos se renova. Antigamente, os romeiros chegavam de barco ou de bateira. As embarcações atracadas na margem rendilhavam a beira-ria da Torreira, desde as Quintas do Sul, até ao sul do Monte Branco. À noite viam-se as fogueiras acesas, com as panelas ao lume e ouviam-se os cantares das gentes. Vinham de toda a zona ribeirinha e ficavam por cá dois ou três dias, ora comendo, bebendo e dançando na areia, ora percorrendo a avenida, da ria ao mar, cantando e dançando nas rusgas e "molhando a palavra" nas tascas da terra. As embarcações que os traziam, também lhes serviam de teto. As varas amarradas na horizontal, da proa ao mastro e do mastro à ré, faziam de suporte para as velas que cobriam todo o barco, em forma de cabana, que os protegiam do orvalho ou da chuva. Com a mudança dos tempos, mudaram também os costumes. Hoje chegam de carro. Os que não conseguem alojamento, ficam acampados no Parque de Campismo da Vila, ou em qualquer lote de terreno vazio. Este ano as autoridades avançaram com uma adesão de cerca de 300 mil pessoas. Do São Paio de outros tempos, restam as rusgas na avenida, o fogo de artificio no mar e na ria e a majestosa procissão, no dia 8 de Setembro. O resto vai mudando, com a mudança das gerações. Nem sempre para melhor, diga-se em abono da verdade, mas o fenómeno mantém-se. Esta capacidade de atrair novos e velhos, que todos os anos regressam e se divertem, cada qual a seu jeito. Texto de Francisco José Rito