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A obsolescência teórica de uma visão de mundo é esperada quando analisamos um outro contexto histórico e temporal, além, evidentemente, de uma cultura absolutamente diferente da nossa — no caso, a Rússia absolutista. Então, é importante que tentemos, razoavelmente, nos incluir naquele dito contexto histórico para que, só assim, possamos mergulhar na mente do autor. É evidente que os reais gênios literários e teóricos não exigem tal exercício: eles são atemporais. Visto isso, chegamos a uma conclusão óbvia e evidente: aqui não temos um gênio no sentido catedrático, ou mesmo intelectual, e muito menos literário; temos, evidentemente, um ser inerentemente arrogante, prepotente e beligerante, porém com um alto poder intuitivo, uma resiliência fora do comum e um faro oportunista sem precedentes. Essa breve coleção de 'elogios' retrata, sim, um dos homens mais importantes do século XX e mostra como o cemitério de 'divindades' humanas está lotado de seres discutíveis nos papéis que são tanto celebrados. E aqui, após esse breve prefácio sobre o referido autor, chegamos à obra em questão: pobre de teorias, mas rica em ataques. Vemos a real natureza do mais celebrado bolchevique na aurora do século XX, tecendo comentários agressivos para com jornais e teorias concorrentes ou revisionistas — em especial para o Rabóthaia Misl e sua teoria 'economicista', contra o bernsteinianismo, contra os trade-unionistas, contra Nadejdin, entre outros. Vemos quão pouco pragmática era sua visão de realidade; tal qual um cavalo com cabresto, sua vaidade intelectual reduzia sua visão ao ponto em que não o seguir completamente significava tornar-se seu mais voraz inimigo. Como literatura, é um texto cansativo e pobre de qualidade, com muitos maneirismos e repetições. Visto que o livro em questão tinha como foco a criação de uma inteligentsista e tinha como público os literatos do marxismo proibido, a obra carece de poder indutor, falando de obviedades e discutindo com todas as alternativas às suas crenças. Sobre a necessidade de um jornal para toda a Rússia (em pleno final do século XIX para o XX, em um império que compreendia por volta de 22,8 milhões de km² com 125 milhões de habitantes): questões logísticas e reais eram deixadas de lado pelo passionalismo utópico. Na óbvia necessidade de organizações estruturadas, seria necessário falar o óbvio? Entre outros pontos, é um livro que pouco revela, mas que grita a plenos pulmões. Nada do que aqui se encontra foi preponderante para a revolução de 1917; visto que esse não é o foco do texto, não há por que discorrer mais sobre a revolução. Leitura pobre e fraca que, ao ser analisada, não cumpre o que promete. Mesmo que viajemos ao início do século XX, caso queira leituras mais proveitosas do tipo, leia nomes como Bakunin e Marighella. Finalizo este rápido testemunho de leitura com a minha nota final: como obra histórica, tem certo valor; no restante, é uma perda de tempo inominável. Nota: 2/5 Livros citados: O Que Fazer? - V. I. Lenin Lenin: A biografia definitiva - Robert Service Stalin: Triunfo e Tragédia - Dimitri Volkogonov O Livro Negro do Comunismo - Vários Autores #Literatura #Lenin #Historia #CriticaLiteraria #Whisky #OldParr #BooktubeBrasil