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Os capítulos 5 a 8 do Evangelho de João não são uma coleção solta de discursos e milagres. São um argumento que progride com intenção, e o fio que conecta tudo é o Êxodo. João marca o tempo com precisão: "a Páscoa estava próxima" (Jo 6:4). Essa nota não é cronológica. É teológica. A Páscoa lembrava a libertação do Egito, a travessia do mar, o maná no deserto, a água da rocha, a coluna de fogo. E em cada um desses capítulos, Jesus se apresenta como o cumprimento de cada um desses eventos. Não como quem repete o que Moisés fez, mas como quem supera Moisés, porque é aquele para quem Moisés sempre apontou. O capítulo 5 termina com uma acusação que prepara todo o restante: "Se vocês cressem em Moisés, creriam em mim, pois ele escreveu a meu respeito. Mas, se não creem no que ele escreveu, como crerão no que eu digo?" (Jo 5:46–47). Jesus coloca Moisés como testemunha a seu favor. Os capítulos seguintes vão demonstrar exatamente o que Moisés antecipava. O próprio Moisés prometeu que Deus levantaria um profeta como ele (Dt 18:15–18), e a multidão reconhece isso ao ver os sinais: "Este é verdadeiramente o Profeta que devia vir ao mundo" (Jo 6:14). A questão que percorre João 5–8 é esta: Jesus é o novo Moisés? A resposta de João é sim, mas com uma diferença que muda tudo. Moisés era servo. Jesus é o Filho que faz o que o Pai faz, que dá vida como o Pai dá vida, que julga como o Pai julga (Jo 5:19–23). No capítulo 6, a tipologia do Êxodo explode. É época de Páscoa e Jesus atravessa o mar com os discípulos (Jo 6:16–21), ecoando a travessia do Mar Vermelho (Êx 14:21–22). Caminha sobre as águas, manifestando autoridade sobre o mar que no Antigo Testamento pertence a Deus (Jó 9:8; Sl 77:19). Alimenta milhares no deserto, e a multidão conecta o sinal ao maná: "Os nossos antepassados comeram o maná no deserto, como está escrito: Deu-lhes a comer o pão do céu" (Jo 6:31; Sl 78:24). Mas Jesus corrige a leitura. Não foi Moisés quem deu o pão. Foi o Pai. E o verdadeiro pão do céu não é o maná que alimentou uma geração e depois acabou. "Eu sou o pão da vida. Os seus antepassados comeram o maná no deserto, mas morreram. Este é o pão que desce do céu, para que dele coma e não morra" (Jo 6:48–50). O maná manteve Israel vivo por quarenta anos. Jesus oferece vida eterna. A superação não é de grau. É de natureza. O capítulo 7 continua essa tipologia na Festa dos Tabernáculos, que celebrava justamente a peregrinação de Israel no deserto (Lv 23:33–43). A cerimônia mais marcante era a libação da água: um jarro dourado enchido no tanque de Siloé e derramado no altar, enquanto o povo cantava os Salmos de Aleluia. A cerimônia apontava para trás, lembrando a água que Deus tirou da rocha para matar a sede de Israel (Êx 17:6; Nm 20:8), e para frente, antecipando o derramamento do Espírito nos últimos dias (Is 12:3; Ez 47:1–12). No último e grande dia da festa, provavelmente no momento em que a cerimônia acabava de cessar, Jesus se levanta e proclama: "Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva" (Jo 7:37–38). Moisés bateu na rocha e a água saiu. Jesus é a rocha. Paulo já havia dito: "a rocha era Cristo" (1Co 10:4). A água que Israel bebeu no deserto apontava para o Espírito que fluiria de Jesus após sua glorificação na cruz (Jo 7:39). E o capítulo 8 completa o quadro. Na cerimônia da iluminação, quatro candelabros enormes eram acesos no pátio do templo, iluminando toda Jerusalém. A cerimônia lembrava a coluna de fogo que guiava Israel no deserto (Êx 13:21–22), a presença visível de Deus conduzindo o povo na escuridão. Quando os candelabros acabam de se apagar, Jesus declara: "Eu sou a luz do mundo. Quem me segue nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida" (Jo 8:12). A coluna de fogo era Deus. Jesus é a luz. E ao final do capítulo, a reivindicação se torna absoluta: "Antes de Abraão nascer, Eu Sou!" (Jo 8:58), o nome que Deus revelou a Moisés na sarça ardente (Êx 3:14). Precisamos ver o quadro completo. O capítulo 5 apresenta Moisés como testemunha de Jesus. O capítulo 6 mostra Jesus como o verdadeiro maná, atravessando o mar e alimentando o povo no deserto. O capítulo 7 revela Jesus como a rocha de onde flui água viva. O capítulo 8 o identifica como a coluna de fogo que guia nas trevas e como o próprio "Eu Sou" que enviou Moisés. O Êxodo inteiro converge para ele. Cada elemento daquela libertação encontra em Jesus não uma repetição, mas seu significado final. Moisés libertou Israel do Egito. Jesus liberta da morte, do pecado e das trevas. E a mesma pergunta que ecoou no deserto ecoa agora nos átrios do templo: quem é este? A resposta de João é clara. É o Deus que desceu, não numa coluna de fogo, mas em carne, para conduzir o seu povo até o fim.