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O Jornal Gente discutiu as consequências da guerra no Oriente Médio para o Brasil, especialmente para o agronegócio, setor responsável por mais da metade das exportações do país. O professor Marcos Jank, sênior de agronegócio global do Insper, destacou que o Oriente Médio representa cerca de US$ 12 bilhões dos US$ 170 bilhões exportados pelo agro brasileiro. O Irã é hoje o principal comprador brasileiro na região, com cerca de US$ 3 bilhões em importações, sendo aproximadamente US$ 2 bilhões apenas em milho — o equivalente a quase 70% do total exportado ao país persa. Soja e açúcar completam a pauta. Apesar da relevância, Jank pondera que, no curto prazo, o maior risco não está necessariamente na redução de compras, mas no aumento do custo do petróleo, dos fertilizantes e dos fretes marítimos. Com o barril já acima de US$ 80 e tensões no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de energia, o efeito pode ser inflacionário e atingir diretamente os custos de produção no campo. O professor também apontou que o Brasil não possui uma estratégia unificada de médio e longo prazo para o setor agro diante de crises geopolíticas. Segundo ele, as empresas individualmente se organizam e buscam alternativas de mercado, mas falta coordenação nacional e setorial para monitoramento constante de políticas comerciais, tarifas, cotas e barreiras sanitárias. O Oriente Médio é um mercado construído ao longo de décadas pelo Brasil, especialmente na carne halal, com relações comerciais consolidadas desde os anos 1970. Países como Arábia Saudita e Emirados Árabes são destinos estratégicos, altamente dependentes de importação de alimentos por limitações naturais de produção. Embora guerras historicamente criem oportunidades para alguns setores, Jank avalia que, no caso brasileiro, um conflito prolongado pode representar mais risco do que vantagem, sobretudo se houver interrupção de fluxos logísticos globais. O agro brasileiro é altamente integrado ao comércio internacional e depende de cadeias longas, com produção no interior do país e transporte por milhares de quilômetros até os portos. A avaliação é clara: se a crise for pontual, o impacto tende a ser administrável. Se se prolongar e atingir rotas comerciais e energia de forma estrutural, o reflexo pode ser significativo para grãos, carnes e açúcar — pilares da balança comercial brasileira. #DIIAC #JornalGente