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Ajude nosso canal doando qualqure valor pela chave PIX: CHAVE CPF: 0755.508.214-10 (Nelson Câmara Júnior) Cosmos, de Carl Sagan Publicado em 1980, como obra complementar à famosa série televisiva homônima, Cosmos é muito mais que um livro de divulgação científica. É uma verdadeira carta de amor ao conhecimento, à curiosidade humana e ao universo. Escrito pelo astrofísico e divulgador científico norte-americano Carl Sagan, o livro se tornou um marco na popularização da ciência, sendo lido por milhões de pessoas ao redor do mundo. Sagan conduz o leitor por uma jornada que transcende as fronteiras da Terra, cruzando as vastidões do espaço e do tempo, desde os primórdios da humanidade até as fronteiras mais distantes do cosmos. Seu objetivo é, antes de tudo, demonstrar que compreender o universo é, também, compreender quem somos, de onde viemos e qual é o nosso papel na imensidão do espaço. A obra se estrutura em treze capítulos, refletindo a divisão dos episódios da série, cada um explorando um aspecto do conhecimento humano sobre o universo. Sagan inicia sua narrativa com uma apresentação da história cósmica, desde o Big Bang até a formação das estrelas, planetas e, finalmente, da vida. Através dessa linha do tempo cósmica, ele introduz o conceito do Calendário Cósmico, uma metáfora que condensa os 13,8 bilhões de anos do universo em um único ano de calendário, revelando a pequenez temporal da existência humana, que surge apenas nos últimos segundos do último dia desse “ano cósmico”. Sagan também conduz o leitor pelos primórdios da ciência, exaltando civilizações como a dos antigos gregos, especialmente a figura de Eratóstenes, que, no século III a.C., calculou com notável precisão a circunferência da Terra utilizando apenas sombras e lógica. O livro mostra como a busca pelo conhecimento é um traço universal da humanidade, que floresceu em diversas culturas, da Mesopotâmia à Índia, da China ao mundo islâmico medieval. Ao mesmo tempo, Sagan alerta sobre os períodos em que o obscurantismo sufocou o desenvolvimento científico, como o declínio da Biblioteca de Alexandria, que ele descreve como uma tragédia da humanidade. A destruição desse centro de saber simboliza, para Sagan, os riscos da ignorância, da intolerância e da rejeição ao pensamento crítico. Cosmos não é apenas um tratado sobre estrelas e planetas. Sagan percorre temas que vão desde a formação dos elementos químicos nas fornalhas das estrelas — das quais somos literalmente feitos, originando sua célebre frase: “Somos feitos de poeira das estrelas” —, até discussões sobre evolução biológica, inteligência, comunicação interestelar e o futuro da espécie humana. Ele discute ainda as missões espaciais que estavam em curso na época, como as sondas Voyager, verdadeiras garrafas lançadas ao oceano cósmico, levando consigo mensagens da humanidade na forma do Disco de Ouro, um testemunho de nossa existência enviado a possíveis civilizações extraterrestres. Sagan dedica uma atenção especial ao risco que a humanidade representa para si mesma. Ele aborda temas como a guerra nuclear, o aquecimento global, a degradação ambiental e os perigos do fanatismo, da superstição e da pseudociência. Para ele, o maior antídoto contra esses males é o desenvolvimento do pensamento científico — não como um conjunto de verdades absolutas, mas como um método de questionamento, investigação e autocrítica. Apesar dos alertas, Cosmos é, fundamentalmente, uma obra otimista. Sagan acredita na capacidade do ser humano de superar seus próprios limites e usar o conhecimento para construir um futuro mais justo, pacífico e sustentável. Seu humanismo transparece em cada página, pois, para ele, o estudo do cosmos não é um fim em si mesmo, mas uma ferramenta para elevar a consciência da humanidade. Ao final, Sagan lança uma reflexão poderosa: “O cosmos está dentro de nós. Somos feitos da mesma substância das estrelas. Somos uma forma de o universo conhecer a si mesmo.” Essa frase sintetiza o espírito do livro — a ideia de que a nossa existência, por mais breve e aparentemente insignificante que pareça diante da vastidão do espaço, é, na verdade, parte de um processo cósmico grandioso e belo, em que a própria matéria do universo desperta para a consciência, através de nós. Cosmos transcende os limites de um livro de ciência. É um convite poético, filosófico e científico para que cada leitor perceba que conhecer o universo é, também, um ato de autoconhecimento e de responsabilidade ética com o nosso planeta e com todas as formas de vida. Mais de quatro décadas após sua publicação, Cosmos permanece atual, relevante e necessário. Seu legado inspira cientistas, professores, estudantes e curiosos, reforçando que, em meio às estrelas, somos, ao mesmo tempo, minúsculos e grandiosos — guardiões do conhecimento e da beleza que o próprio cosmos gerou.