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Sou matuto, cresci na agricultura, me banhando com água da goteira Vendo o pai cortar unha de peixeira, a mãe num caco torrando tanajura Meu café foi com cinza e rapadura, meu arroz foi de fundo de pilão Meu viagro foi graxa de pirão, leite quente com cuscuz e carne assada Minha alma matuta foi gerada nas entranhas do ventre do sertão Me criei numa casa pequenina, rodeada de cercas e currais Acordava escutando os sabiás, festejando a aurora na campina Com o leite do peito da turina, minha mãe completava a refeição Ajudava meu pai na plantação e se orgulhava do cabo da enxada Minha alma matuta foi gerada nas entranhas do ventre do sertão Vi meu pai perder roça em ano fraco, fazer contas sem ter com que pagar Muitas noites saía pra caçar, não achava nem peba no buraco Se trouxesse um sibito no bizaque, mãe assava nas brasas do fogão Dividia a comida em meu irmão e dava graças a Deus pela caçada Minha alma matuta foi gerada nas entranhas do ventre do sertão Salquei tripa de porco na tarimba, cacei peba com facho e candeeiro Fiz caçimba na areia do terreiro pra brincar de bozó, castanha e ximba Tirei lama de fundo de caçimba, botei água de pote de galão Puxei dente no laço do cordão, tirei bosta de dentro da coalhada Minha alma matuta foi gerada nas entranhas do ventre do sertão No final de dezembro pra janeiro, quando tinha sinais de inverno bom O motor do trovão subia o som que tremia o painel do nevoeiro A orquestra dos sapos no barreiro aumentava o volume da canção Deus ligava o piano do carão e a cigarra ficava aposentada Minha alma matuta foi gerada nas entranhas do ventre do sertão Fiz castelo de areia no caminho, derramando ilusão pela poeira Todo sábado bem cedo ia pra feira pra trocar ou comprar um passarinho Toda vez que encontrava meu padrinho, dava bença e estirando a minha mão Se ganhasse dez tostões comprava um pão pra comer com tijolo de cocada Minha alma matuta foi gerada nas entranhas do ventre do sertão Na casinha de taipa onde eu morava, não faltava um peão de goiabeira Arapuca, bodoque e baladeira e o carrinho de lata que eu brincava As bolinhas de gude que eu jogava nos buracos da sombra do oitão Um cavalo de pau riscando o chão e uma bola de meia desbotada Minha alma matuta foi gerada nas entranhas do ventre do sertão