У нас вы можете посмотреть бесплатно O Arado e o Rio или скачать в максимальном доступном качестве, видео которое было загружено на ютуб. Для загрузки выберите вариант из формы ниже:
Если кнопки скачивания не
загрузились
НАЖМИТЕ ЗДЕСЬ или обновите страницу
Если возникают проблемы со скачиванием видео, пожалуйста напишите в поддержку по адресу внизу
страницы.
Спасибо за использование сервиса ClipSaver.ru
A poesia acompanha o dia de trabalho desde o sol que “encilha” no verão até o descanso merecido à beira d’água. O arado rasgando a coxilha abre não só a terra, mas o próprio tempo: cada sulco é esforço, cada passo dos bois é cumplicidade. A força é constância. É mão firme no cabo, é o “eira” que conduz, é o suor que assenta o pó na pele. Há dureza: calor que estala, poeira que cala no couro, a peleia de virar o roçado. Mas também há vínculo — homem e bois como irmandade em compasso, partilhando o mesmo cansaço e a mesma missão. O refrão que vai do pó do roçado à água corrente marca a travessia do esforço ao alívio, como se o rio fosse a outra face do arado. Quando a tardinha amansa a torreira, a cena muda de ritmo. A água lava o couro e a alma. O mergulho não é fuga; é rito. Tira-se a camisa, soltam-se os bois, soltam-se as tensões do dia. O rio busca, acolhe, devolve o sossego. A natureza não é cenário — é parceria. E, mesmo no descanso, já se anuncia o amanhã: cochos cheios, canga retirada, pasto preparado. A lida recomeça. O poema fecha como começou: na circularidade do trabalho, no compasso fiel entre homem, animal e chão.