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Marisa Moura, natural de Araraquara (SP), é artesã e pesquisadora da cultura afro-brasileira de raiz, com atuação voltada à criação de vestuário e acessórios artesanais. Professora aposentada, passou a se dedicar integralmente à pesquisa, preservação e difusão de saberes tradicionais negros, transmitidos historicamente pela oralidade e pelo reaproveitamento de materiais. Sua trajetória artística tem origem nas vivências familiares, onde aprendeu técnicas de costura com reaproveitamento têxtil e o uso de nós africanos e de marinheiro (atualmente conhecidos como macramê), práticas ensinadas por sua prima costureira e por seu pai. Esses conhecimentos fundamentam seu trabalho autoral, desenvolvido a partir de materiais naturais e reutilizados como algodão cru, juta, barbante, palha da costa, búzios, sementes, grãos, papel reaproveitado e pedras brasileiras semilapidadas. Marisa não se define como estilista, mas como agente cultural, afirmando que sua produção é um resgate da cultura dos povos negros escravizados no Brasil. Seu trabalho dialoga diretamente com conceitos contemporâneos de moda sustentável e reaproveitamento têxtil, evidenciando suas raízes históricas afro-brasileiras. Cada peça criada é única, artesanal e reconhecida pelo forte conteúdo simbólico e identitário. Representou o Brasil em festival pan-africano na Argélia, com participação de mais de 50 países, onde seu trabalho recebeu amplo reconhecimento, sendo inclusive confundido com peças museológicas. A partir dessa experiência, participou de ações culturais em Angola, fortalecendo o intercâmbio artístico com o continente africano. Também integrou projeto cultural do artista Emicida, sendo selecionada como modelo para coleção que valorizou ancestralidade, diversidade etária e identidade negra.