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Enugbarijô registrou um encontro de bambas no Paço Imperial no Rio de Janeiro. Naquele momento acontecia a explosão o pagode no Brasil e o reconhecimento do samba de raiz através das velhas guardas. O entrevistador é o saudoso Ari Araújo, sambista da Portela, compositor, cantor (parceirão de Délcio Carvalho) e sociólogo. Foi diretor de um jornal chamado Orumilá, muito bem feito e que circulava no ambiente do candomblé e, quando editor na Pallas Editora, publicou um livro com dicas de interpretação de sonhos "pra ganhar no bicho", com o pseudônimo "Ari Madureira". Foi uma doce e grande figura, tendo falecido na década de 2000. Padeirinho da Mangueira nasceu em 5 de março de 1927, no bairro de Laranjeiras, na cidade do Rio de Janeiro. Recebeu esse apelido devido à profissão de seu pai, o padeiro José Vitalino de Oliveira, de quem também herdou o talento. Nascido em Minas Gerais, seu José Vitalino era cantador de calango, um samba mineiro, balançado, jogadinho, cheio de magia no ritmo. Conforme relata o biógrafo Franco Paulino (2005), Padeirinho viveu uma infância clandestina, sem lugar fixo para morar. Abandonado pela mãe, dormia nas padarias em que seu pai trabalhava,até que aos 12 anos foi morar num barraco no morro da Mangueira, quando seu José Vitalino lhe arrumou uma madrasta. Um barraco igual aos outros -- chão batido e cimentado, estuque, telhado de zinco. Sem rede de esgoto, luz elétrica, água encanada. [Mas] havia quintal, arvoredo, mato verde, sombra [...] Nada daqueles becos e vielas estreitos e confusos da Mangueira de tempos depois. (PAULINO, 2005, p. 117). Finalmente tinha um endereço. Mais que isso, um orgulho imenso de morar ali, onde fez amigos como Nelson Sargento, Xangô e Delegado, e tornou-se "da Mangueira". Ali conviveu com Geraldo Pereira (seu maior ídolo) e Nelson Cavaquinho, personagens decisivos na formação musical do sambista, que como todo artista genuinamente popular, soube extrair o belo das coisas simples. Oswaldo Vitalino de Oliveira, o Padeirinho da Mangueira, é um desses personagens que representam com legitimidade a cultura do samba. Foi no morro da Mangueira que ele se formou como homem e artista. Autor de cerca de 300 composições, a linguagem do morro foi sua principal matéria-prima. Em suas letras decifrou os sentimentos de sua gente, abordou os falares e saberes da favela, exaltou sua escola de samba e retratou o cotidiano do subúrbio carioca.(Padeirinho da Mangueira, a estética da linguagem do morro / Juliana dos Santos Barbosa (UEL) Com o seu incrível terno de xadrez e um indescritível chapéu de feltro escuro, Padeirinho da Mangueira foi um dos maiores sambistas da Mangueira. Compôs músicas que foram gravadas por grandes intérpretes como Jamelão, Aracy de Almeida, Nara Leão, Chico Buarque e Paulinho da Viola entre outros. Recebido por Cartola na quadra da Mangueira ainda moleque, na cozinha, como é conhecido pelos sambistas o lugar onde se reúnem os compositores.O entrevistador é o saudoso Ari Araújo, sambista da Portela, compositor, cantor (parceirão de Délcio Carvalho) e sociólogo. Foi diretor de um jornal chamado Orumilá, muito bem feito e que circulava no ambiente do candomblé e, quando editor na Pallas Editora, publicou um livro com dicas de interpretação de sonhos "pra ganhar no bicho", com o pseudônimo "Ari Madureira". Foi uma doce e grande figura, tendo falecido na década de 2000.