У нас вы можете посмотреть бесплатно A Dignidade Sangra nesta Terra или скачать в максимальном доступном качестве, видео которое было загружено на ютуб. Для загрузки выберите вариант из формы ниже:
Если кнопки скачивания не
загрузились
НАЖМИТЕ ЗДЕСЬ или обновите страницу
Если возникают проблемы со скачиванием видео, пожалуйста напишите в поддержку по адресу внизу
страницы.
Спасибо за использование сервиса ClipSaver.ru
Poucos dias após a segunda ocupação da Fazenda Ipuitã, em Caarapó (MS), reprimida com violência pela Tropa de Choque da Polícia Militar sem ordem judicial, a Rede de Sementes da Teia dos Povos chegou de Arataca (BA) ao território Guarani Kaiowa. Feridos, com marcas de balas de borracha no corpo, as lideranças receberam, ao mesmo tempo, a caravana de apoio e uma comitiva do governo federal, que propôs uma "trégua". No encontro, os indígenas denunciaram veementemente todos os crimes e abusos de poder cometidos pela tropa de choque e pela polícia militar contra seu povo. As falas, marcadas por dor e resistência, ecoaram as legendas de um registro vívido do conflito: "Nós não somos criminosos!", gritaram. Em contraponto às armas da repressão, exibiram seus instrumentos tradicionais, questionando: "Essa aqui não é pra bater, essa aqui é pra tocar. Como é que vai sair tiro do meu maracá?". As lideranças expuseram que sua luta não é por violência, mas por dignidade e pelo direito de viver em seu território tradicional, que já foi demarcado. Relataram a profunda humilhação sofrida, descrevendo a violência que atingiu mães, esposas e filhas. A indignação veio acompanhada de um pedido por justiça, exigindo que a Corregedoria apure a ação dos policiais que atiraram na comunidade. "O meu corpo ainda não foi cicatrizado. Eu tô machucada por dentro e no espírito", desabafou uma liderança, enquanto outra lamentava a impunidade: "essas pessoas estão ali rindo da gente sem punição nenhuma". O cansaço da luta incessante também foi expresso: "A gente não tem mais força. A nossa dignidade está sangrando nessa terra também". Enquanto o governo federal instituía um Grupo de Trabalho Técnico para mediar o conflito e pedia, em troca de os indígenas não ampliarem a retomada, que os fazendeiros pulverizassem agrotóxico a 250 metros da comunidade, as vozes de Guyraroka deixavam claro que o que buscam é o fim da violência e o respeito ao seu modo de vida e ao seu território sagrado.