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Vamos falar aqui sobre a última novidade do mundo da música: encontraram uma nova valsa de Chopin! Sim, isso mesmo, o nosso querido Frédéric Chopin. Imagina só, quase 200 anos depois, surge uma nova peça que teria sido escrita por ele! Mas, antes que a gente fique todo animado… eu tenho umas coisas pra comentar aqui. ========== Antes continuar, você quer aprender a tocar com a técnica dos pianistas clássicos? Então organize-se e aprenda o que praticar dia-a-dia com o curso "Do Zero à Pour Elise" aqui: https://www.metodorealdepiano.com.br/... ========== Essa ‘nova’ valsa foi encontrada no acervo de uma biblioteca em Nova York, escondida entre outros papéis, como se fosse um tesouro perdido. Ela foi escrita em um cartão de mais ou menos 10 por 13 cm. O responsável pelo arquivo disse que achou aquilo peculiar, levou pra casa, tocou e teve a impressão de ter achado um tesouro. Foi consultar um especialista chamado Jeffrey Kallberg e veio então o veredito dizendo que é de Chopin mesmo. O pessoal do museu também analisou o papel a tinta que foi usada e também confirmou. Mas acho que não tem ninguém que ao ouvir algo assim não pense: "-- Será que é mesmo de Chopin?" Como não é todo dia que se acha uma peça ‘perdida’ de um dos maiores compositores de todos os tempos, vamos ver se dá pra chegar a uma conclusão a respeito da autoria da peça. É meio comum o pessoal primeiro dizer que foi o compositor X quem escreveu tal peça, como até já aconteceu com o próprio Chopin em relação a uma peça chamada de Valsa Melancólica, descoberta em 1986. Quiseram dizer que foi Chopin quem fez e em 2012 se verificou que era de outra pessoa. Essa nova peça não dura nem um minuto e meio. Ela tem o estilo de Chopin? TEM! A foto da partitura tem uma caligrafia igualzinha a de Chopin? Tem, sim! Então é mesmo Chopin? Vamos ver aqui alguns argumentos contra a peça ser de Chopin. 1- Muito curta para mostrar tantas coisas diferentes. 2- Um tipo de unidade em torno de cromatismo que não parece ser uma ideia Chopiniana. Chopin usa sempre notas de passagem cromáticas, mas a ideia temática da peça nunca está em torno disso. Esse cromatismo aparece como um enfeite e não com essa importância toda. 3- Fortíssimo com "fff" aparecendo rápido demais. E em seguida escrito sempre forte... ela tem dedilhado marcado pelo próprio Chopin em apenas um pedacinho que nem é tão difícil de tocar. Ela na verdade tem muito detalhe anotado em uma partitura tão pequena. Parece coisa para ajudar um aluno, mas ao mesmo tempo ela foi passada a limpo, ela está em um cartão de presente o que não corrobora a ideia. 4- Melodia bastante neutra, parecendo já o meio de uma peça. Uma melodia um tanto quanto sem personalidade. As melodias de Chopin não costumam ser assim. É o Chopin em um dia sem tanta inspiração. Veja bem, a música é linda. Mas estou comparando com o resto da obra dele mesmo. 5- Parece uma caricatura de outras obras (Valsa Op. 69, Polonaise n. 1 e 3ª da Polonaise brilhante). 6- Seria a peça mais simples de tocar que Chopin já escreveu, porque mesmo o prelúdio n. 19 tem desafios maiores. Parece até que alguém pensou: 'Vou escrever uma peça que soe como Chopin, mas sem a parte difícil!' Vamos ver alguns argumentos a favor: 1- Distribuição de notas dos acordes como Chopin costumava fazer. 2- Uso de cromatismos como Chopin usava. Não estou falando mais da importância temática que está se dando aos cromatismos, mas somente o momento onde eles aparecem. 3- O acento na última nota da melodia é realmente típico. 4- A escrita do acompanhamento, apesar de simples, tem momentos muito característicos 5- A peça é curta e acontece tanta coisa em tão pouco tem e ainda assim ela guarda uma incrível unidade. Coisa que só um grande mestre poderia fazer. 6- A caligrafia é de fato a de Chopin. Se o documento que foi mostrado realmente é real, claro. 7- Todas as coisas um pouco chocantes, como o fortíssimo com fff, o tamanho da peça, o dedilhado estranho que está escrito ali no começo apenas. Tudo que parece um pouco radical, pode contar como um argumento favorável à autenticidade da peça. Porque afinal de contas, se alguém quisesse escrever algo que se passasse por Chopin, não iria fazer algo que Chopin não costumava fazer de maneira radical. Qual é a conclusão? Pessoalmente eu acho que ela é, sim, de Chopin. Por quê? Porque tem ali coisa muito típica e que seria muito difícil de forjar. É impossível ser forjado? Eu acho que nesse nível é impossível! Tem uma liberdade ali dentro da linguagem de Chopin, com elementos um pouco estranhos a Chopin e que ainda assim soam muito como Chopin que só o próprio Chopin conseguiria ter. Parece ser uma espécie de presente para alguém, como se fosse uma brincadeira chique... um mimo... algo assim. ========== Entre em contato: Instagram: / felipescagliusireal E-mail: contato@aprendendopiano.com.br