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📜 O Corpo Seco da Vila Dourados No fim do século XIX, quando o oeste paulista ainda era sertão bruto, cercado por mata fechada e estradas de terra que rangiam sob carroças de boi, existia um pequeno vilarejo chamado Vila Dourados. Ali, entre cruzes tortas de madeira carunchada e casas simples de tábua crua, nasceu uma história que atravessou gerações — uma lenda que fala de pecado, maldade e de uma terra que se recusa a aceitar certos mortos. Raimundo, conhecido como Mundinho, cresceu diferente. Frio. Cruel. Seco por dentro. Enquanto seu irmão Tonico seguia o caminho da fé e do trabalho, Mundinho parecia caminhar em direção oposta, como se conversasse com sombras que ninguém mais via. Depois de mortes misteriosas na própria família, o povoado começou a sussurrar seu nome em voz baixa. E quando sua mãe, Dona Quitéria, lançou sobre ele uma maldição antes de morrer — dizendo que nem o céu, nem o inferno o aceitariam — ninguém imaginava que aquelas palavras criariam algo pior que um fantasma. Raimundo morreu. Mas não ficou enterrado. A terra o cuspia de volta. Enterraram uma vez. Duas. Três. Sempre retornava. Cada vez mais seco. Mais magro. Mais vazio. Até que deixou de parecer homem… e passou a ser conhecido como o Corpo Seco da Vila Dourados. Nas noites sem lua, dizem que ele ainda caminha pela estrada, estalando as juntas como galho quebrando. O cheiro vem antes: poeira velha, terra rejeitando defunto. Alguns afirmam ouvir um sussurro no escuro: — Mãe… Pedido? Ou acusação? Até hoje, nas varandas do interior do oeste paulista, quando uma criança desafia a mãe ou alguém zomba das coisas sagradas, sempre há quem diga em tom baixo: “Cuidado… a terra escuta.”