У нас вы можете посмотреть бесплатно OS BONS MORREM CEDO - Observan Version или скачать в максимальном доступном качестве, видео которое было загружено на ютуб. Для загрузки выберите вариант из формы ниже:
Если кнопки скачивания не
загрузились
НАЖМИТЕ ЗДЕСЬ или обновите страницу
Если возникают проблемы со скачиванием видео, пожалуйста напишите в поддержку по адресу внизу
страницы.
Спасибо за использование сервиса ClipSaver.ru
[Verso 1] Yo… eu não sabia nada, só corria atrás de um fantasma. Vivia no limite, fazendo o que mais me magoava. Enrolei-me nas drogas, na agulha, no hustle, na queda, E levantei um muro pra não perder quem ainda me resta. Deixei o passado no retrovisor, bem separado, Porque o meu veneno não podia tocar quem eu amava. O plano era vencer os demónios na minha mente, Ficar limpo, ficar firme, deixar o monstro ausente. Depois te ligava, sentávamos na varanda, abríamos uma cerveja, E ríamos da burrice dos anos, da vida que rasteja. Mas esqueci que o mundo não para num estalo, Cada um trava uma guerra, perdendo tempo e fôlego. Enquanto eu queimava pontes e fingia ter o controle, Tu lutavas calado, com um peso no teu coração. [Refrão] E dói… porque os bons morrem sempre cedo, E os como eu ficam pra ver o resto do enredo. A gente brincava, dizia que eu ia cair primeiro, E tu serias o que falava comigo lá do terreiro. Mas tu eras bom demais — raios, darias a camisa do corpo Pra um estranho que sofresse mais do que tu próprio. Esse teu coração era dádiva, nunca maldição, Só queria ter dito isso antes do teu caixão. [Verso 2] Dói pra caraças… saber que sofrias tão fundo, Que perdeste o valor próprio enquanto dormia o mundo. Se a gente soubesse… mas escondeste tão bem, Sorriso firme, riso leve, máscara de quem está bem. Nunca duvidámos da tua alegria sincera, Sem notar que a base já tremia, já era. Era tudo um papel? Uma fala ensaiada? Pra esconder que por dentro a alma tava rasgada? Como é que aguentaste sem mostrar a pressão? Engolindo tristeza, trancando a emoção? Estávamos ali, a ver-te, mas sem perceber, Que o amigo que conhecíamos já começava a morrer. [Refrão] E dói… porque os bons morrem sempre cedo, E os como eu ficam pra ver o resto do enredo. A gente brincava, dizia que eu ia cair primeiro, E tu serias o que falava comigo lá do terreiro. Mas tu eras bom demais — raios, darias a camisa do corpo Pra um estranho que sofresse mais do que tu próprio. Esse teu coração era dádiva, nunca maldição, Só queria ter dito isso antes do teu caixão. [Ponte] Ironia amarga, é doentio, mano… Afastei-te pra te proteger do meu engano, Enquanto eras tu quem precisava de salvação. Tava tão preso na minha própria guerra, Que nem pensei na tua ferida que ferve. Os anos viraram ruído, um canal sem som, Guardei a nossa amizade numa caixa, sem perdão. E agora o “depois” já não vem, a porta fechou, E escrevo esta carta que nunca te alcançou. [Saída – Falado, voz embargada] Sempre achei que seria eu primeiro… sempre. Pensei que tu farias o discurso. Engraçado como a vida troca os papéis. Quem precisava ser salvo… não era eu. Descansa em paz, irmão. A gente volta a se ver. [Final – Verso extra] Tens vivido nesse limite, A achar que ninguém te entende, Mas mano, dá um passo pra trás, Olha bem pra frente. Imagina que amanhã não acordas, acabou, E o mundo sorri, tudo parece bom… Mas não finge — Porque no fim, só passaste o peso pra quem ficou.