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Release – “A Capivara falou e ninguém escutou” O artista visual Marcelo Liso lança a canção “A Capivara falou e ninguém escutou”, uma obra de rock psicodélico com forte influência do tropicalismo e do espírito irreverente dos Mutantes, que transforma o absurdo da realidade política e urbana em sátira sonora. A ideia central da letra surgiu a partir de uma constatação concreta e cotidiana: o abandono da represa municipal, cartão postal de São José do Rio Preto. Um espaço simbólico da cidade, que reúne natureza, comércio, lazer e identidade cultural, hoje marcado por mato alto, lixo acumulado e ausência de zeladoria pública. “Não é metáfora inventada. É o que qualquer cidadão vê ao passar pela represa”, explica Marcelo Liso. “A música nasce do choque entre o discurso oficial e a cidade real.” Na canção, Liso recorre ao nonsense psicodélico para denunciar o contraste entre a degradação do espaço urbano e a desconexão do poder público com os problemas básicos da população. Animais como capivaras e tatu-bandeira, frequentemente vistos na região, assumem papel simbólico, tornando-se narradores involuntários de uma cidade onde a fauna parece mais presente que a gestão. Com humor ácido e estética tropicalista, a música aborda também a ausência política local, ironizando viagens internacionais e gestos ideológicos enquanto questões elementares da cidade permanecem sem resposta. O título, “A CAPIVARA FALOU E NINGUÉM ESCUTOU”, funciona como provocação direta: a obra não cita nomes, mas dialoga abertamente com o contexto atual. Musicalmente, a faixa aposta em uma construção que mistura rock, colagens sonoras, falas teatrais e corais irônicos, reforçando o caráter crítico por meio da experimentação, uma marca da tradição mutante brasileira. Mais do que uma canção de protesto, o lançamento se apresenta como um retrato urbano em forma de música, onde o riso surge como ferramenta de denúncia. A represa, antes símbolo de orgulho, torna-se o ponto de partida para uma reflexão mais ampla sobre abandono, prioridades e responsabilidade pública. “É sobre olhar para a cidade e perguntar: como chegamos aqui?”, resume o artista.