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Mesmo depois dos desastres, cidades se veem presas economicamente às grandes mineradoras para sobreviver 25 de janeiro de 2019, o lema “Mariana nunca mais”, que aspirava a soar como lição, foi manchado por uma inaceitável repetição da história. Naquela data, a barragem B1 da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), da empresa Vale, se rompeu, liberando mais de 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos da extração de ferro. A tragédia fez recordar o desastre de 5 de novembro de 2015, no distrito de Bento Rodrigues, na também mineira Mariana, no qual o rompimento de outra barragem, da Samarco, controlada pela Vale e pela australiana BHP, vitimara dezenove pessoas e poluíra o Rio Doce. Em Brumadinho, foram 259 mortes (onze corpos continuam desaparecidos). Apesar das perdas humanas e os enormes impactos ambientais, grande parcela da população ainda apoia a permanência da mineração no Estado já que o modo de exploração foi construído em cima de uma relação de extrema dependência econômica. Apenas em 2019 a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) foi responsável pelo repasse de mais de 4,5 bilhões de reais aos estados e municípios mineradores. #VEJA #Brumadinho #Mariana