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Charada Clube No extremo leste da cidade, no bairro Vila Tolstói, Gilberto Petruche mantém viva a última locadora existente em uma periferia: a Vídeo Locadora Charada Clube. Criada em 1995, foi organizada pelo dono, que cansou de trabalhar na área corporativa e resolveu viver uma das suas verdadeiras paixões, o cinema. A curiosidade pela sétima arte começou logo cedo, quando lia resenhas de filmes e via as imagens das obras na Folha de São Paulo. Com o chão enfeitado de LPs, uma bancada para vendas, e algumas dezenas de prateleiras dos mais diversos filmes, o local é nostálgico. Também estão espalhados pôsteres nas paredes e há diversos equipamentos antigos de gravação em cima dos estandes de filmes. A antiga sala escondida onde ficavam os pornográficos foi transformada num espaço para shows e stand-up. Desde sua criação, a Charada nunca quis ser só uma videolocadora, mas sim um espaço no qual as pessoas poderiam discutir sobre cinema, música e cultura, numa espécie de mesa redonda. Para manter o espaço vivo, todo mês acontece o festival de música “Idade da Terra em Transe”. O evento, que começou com a ideia de comemorar o aniversário de 20 anos da locadora, agora movimenta o lugar e aumenta o fluxo de clientes que alugam filmes e compram bebidas vendidas ali. Gilberto conta que, como mantém o local por hobby, às vezes tem que tirar dinheiro do seu próprio bolso para pagar as contas. O boom dos streamings não foi o que atrapalhou os negócios inicialmente, e sim a pirataria, muito marcante na periferia segundo Gilberto. Para ele, a concorrência das plataformas digitais é leal, pois as empresas pagam impostos e fazem tudo legalmente. “Eu não posso ficar no passado”, afirma o dono. “O que eu tenho que fazer com a minha locadora é mantê-la, sabendo que tenho filmes que só eu tenho e que eu sou ser humano, nada contra, mas alimas ali (streaming) é só algoritmo.” Os 500 filmes locados por dia se transformaram em uma média de 90 alugados por mês. Petruche não culpa ninguém específico por isso: “O streaming é o culpado disso? Não. A juventude mudou e é a culpada? Não. É o consumidor que mudou? Não. O mundo muda e a gente tem que se adaptar para continuar vivo.” Serviço Endereço: R. José Antônio Fontes, 62 – Vila Tolstói Horários: Segunda-feira a Sábado, das 10h às 19h Confira em: Instagram – @centroculturalcharada