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Vida de caminhoneiro é assim, chofer… você acha que vai ser só mais uma grega puxando carga, rodando no tapete preto, fazendo média no giro e tomando um chá de urubu no petroleiro… mas de repente aparece um QRM na estrada que muda tudo. Naquela época eu tava na liga, rodando direto com meu Scania R450 vermelho, puxando farelo da roça pra umas fazendas perdidas no meio do chão, lugar que até o rádio PX pega fundo de poço. E foi numa dessas entregas… numa fazenda onde o dono era cara chata e o clima era pesado… que eu conheci a mulher dele. Uma mulher de olhar quieto… mas com uma tristeza que qualquer cowboy do asfalto mais rodado percebe de longe. Eu pensei que ia ser só mais uma descarga, bater poeira, tomar rumo e seguir viagem. Mas naquela noite… parado ali no escuro, dentro da boleia do meu Scania R450 vermelho, aconteceu um negócio que até hoje quando conto no rádio PX os chofer fala: — Cê tá doido, Rogério… isso parece história de cinema. E eu respondo sempre a mesma coisa: — E apois chofer… rapadura é doce, mas não é mole não… porque naquela madrugada eu descobri que tem gente que pega a estrada… não pra viajar. Mas pra fugir da própria vida. O volante vibrou na minha mão quando o Scania R450 vermelho passou por um buraco fundo no tapete preto. O tacógrafo — o tal do dedo duro — deu um tranco seco, e eu soltei um resmungo sozinho dentro da boleia. — Cê tá doido chofer… quase arranca os ouro negro do bruto. Era madrugada fechada. Só os vagalume do caminhão cortando a escuridão da rodovia. O rádio PX chiava baixinho no painel, cheio de bigodera, e eu tava ali… corujando a estrada fazia horas. Na boleia do meu Scania R450 vermelho, a gente aprende uma coisa cedo: a estrada nunca dorme. E caminhoneiro também não. Eu dei uma esticada no braço, ajeitei a postura no banco e dei uma golada no café que já tava mais pra chá de urubu frio. — Rogério Batista na escuta… alguém copiando aí? Silêncio. Só o motor do bruto fazendo aquele ronco pesado, trabalhando firme. Eu tava fazendo média, mantendo o giro redondinho pra economizar ouro líquido. Diesel hoje em dia não tá fácil pra ninguém. A viagem tava tranquila até então. Eu vinha puxando uma carga da roça, farelo ensacado, dessas que levanta poeira no pátio da fazenda e faz qualquer chapa sair parecendo fantasma. Nada de especial. Só mais uma grega na vida de um caminhoneiro. Mas a estrada sempre dá um jeito de lembrar que nada é tão simples assim. Lá na frente apareceu um farol alto piscando. Um bruto vindo no sentido contrário. Quando passou por mim, o rádio PX chiou forte. — Break… break… atenção no quilômetro aí pra frente… tem um QRM pesado na pista. Peguei o microfone rápido. — Copiado, parceiro. Rogério Batista no R450 vermelho na escuta. Que que tá pegando? A voz respondeu com aquele sotaque de estrada que todo chofer conhece. — Caminhão tombado no acostamento… parece bicheira velha que perdeu freio. Tem botina preta já no local. Soltei um assovio baixo. — KS, parceiro.