У нас вы можете посмотреть бесплатно #092 или скачать в максимальном доступном качестве, видео которое было загружено на ютуб. Для загрузки выберите вариант из формы ниже:
Если кнопки скачивания не
загрузились
НАЖМИТЕ ЗДЕСЬ или обновите страницу
Если возникают проблемы со скачиванием видео, пожалуйста напишите в поддержку по адресу внизу
страницы.
Спасибо за использование сервиса ClipSaver.ru
📚 A Pedagogia dos Caracóis - Rubem Alves | compre 👉https://amzn.to/4qACeK7 Curso Prova Nacional Docente 👉 Acesse aqui: https://go.hotmart.com/D103811604S?dp=1 📘 Apostila da Prova Nacional Docente Material de apoio essencial para estudar com organização e segurança. 👉 Link: https://go.hotmart.com/X103812284Y?dp=1 ________________________________________ 🎒 Materiais Pedagógicos para Professores 📅 300 Planos Diários – Maternal (2026) Planejamentos prontos, alinhados à BNCC e pensados para facilitar sua rotina. 👉 Acesse: https://go.hotmart.com/O103811076A?dp=1 ✏️ Curso Do Zero à Alfabetização Ideal para quem deseja compreender e aplicar o processo de alfabetização com segurança e embasamento. 👉 Link: https://go.hotmart.com/M103811101K?dp=1 No vídeo de hoje, mergulhamos em Pedagogia dos caracóis, uma coletânea de crônicas em que Rubem Alves nos convida a desaprender para, só então, aprender de verdade. Longe de uma teoria acadêmica formal, o autor usa imagens simples — uma cebola, uma libélula, uma tartaruga, um livro infantil — para revelar verdades profundas sobre infância, inteligência e educação. A primeira metáfora é a da cebola. No centro está a criança; cada anel ao redor representa um mundo a ser descoberto, do mais próximo ao mais distante. Para Alves, o erro da escola tradicional é começar pelos anéis mais longínquos — conteúdos abstratos e desconectados — em vez de partir da casa, do quintal, da cozinha, do mundo concreto que a criança conhece. A aprendizagem verdadeira nasce do que é significativo. A mão e a mente precisam caminhar juntas. Essa visão redefine também o que é inteligência. Na crônica sobre o QI, Alves critica a ideia de que ser inteligente é ter respostas prontas. Para ele, inteligência é a capacidade de ouvir as perguntas que estão escondidas nas coisas. Perguntas infantis aparentemente simples — como para onde vai todo o esgoto do mundo — são, na verdade, questões científicas complexas. Inspirado na travessia de Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa, ele lembra que o real não está na chegada, mas no meio do caminho. A escola valoriza a resposta final; ele valoriza o voo da pergunta. Os livros ocupam papel central nessa jornada. Em uma crônica marcante, um pai tenta devolver um livro porque fez seu filho chorar. Alves responde: a tristeza pode ser o nascimento da compaixão. Sem sentir a dor do outro, o conhecimento vira frieza. Já em “Os livros e a infidelidade”, a leitura aparece como espaço secreto de liberdade — um refúgio que nenhum tirano pode controlar. Na provocadora “pedagogia do furto”, ele sugere que o desejo não nasce da obrigação, mas da curiosidade. Em vez de impor a leitura, é preciso seduzir pelo exemplo. O desejo, não a imposição, é o verdadeiro motor do aprendizado. Por fim, surge a metáfora da libélula e da tartaruga. A criança é leve, curiosa, voadora. O adulto “maduro” muitas vezes se torna pesado, acomodado, resignado. Inspirado em Janusz Korczak, Alves afirma que educar é elevar-se ao nível dos sentimentos da criança, não forçá-la a descer ao mundo endurecido dos adultos. No fundo, “Pedagogia dos caracóis” é um chamado para reaprender a ver o mundo com espanto. Educar não é fabricar adultos eficientes, mas proteger a inteligência curiosa e colorida da infância — aquela que ainda consegue trocar uma festa inteira pela descoberta de uma simples minhoca no jardim.