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Nesse terceiro e último vídeo de introdução ao pensamento da psicanalista Neusa Santos Souza no seu livro “Tornar-se negro: as vicissitudes da identidade do negro brasileiro em ascensão social”, tratamos da “Perversão branca”. Essa perversão implica na fetichização dos negros e negras a partir do narcisismo branco. Este tende a se identificar com seu ideal de “brancura” a tudo o que denota a suposta superioridade de sua condição (pureza, clareza, inocência, paz etc.) e a recalcar em si tudo o que seria o seu contrário, e, no mesmo gesto, projetar o recalcado sobre os negros, relacionando-os com a impureza, a escuridão, a devassidão, a violência etc. Falamos também sobre as fórmulas da perversão branca ou do racismo à brasileira, dos exemplos de Frantz Fanon sobre o assunto, e sobre a “afroconveniência” dos brancos, que valorizam a negritude quando lhes convém, mas também diminuem ou atacam negros que supostamente os ameace – sempre recalcando os significantes “negro”, “raça” etc., recalque necessário para se praticar com boa consciência o que se deseja, ou seja, eliminar um rival. No vídeo discutimos também, seguindo Neusa, sobre o caminho clínico e político de superação do racismo, falando da relação entre o discurso da histeria, tal como Lacan apresenta no "Seminário XVII: o avesso da psicanálise", e a militância, tal como Djamila Ribeiro aponta no seu livro "O que é um lugar de fala?"