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Ainda embalados pelo ritmo sereno do Celebrity Solstice, desembarcámos em Hong Kong a 16 de novembro. Mal pusemos pé em terra, rumámos ao terminal de ferries para Macau. A travessia curta separava-nos daquele pequeno território que, durante mais de quatro séculos (entre 1557 e 1999), viveu sob administração portuguesa e que hoje é uma vibrante Região Administrativa Especial da China. Instalados no Legend Palace Hotel, um elegante refúgio com vista privilegiada sobre o amplo estuário do Rio das Pérolas, deixámos as malas e partimos logo para a primeira grande caminhada pela cidade. A zona histórica, com as suas ruas de calçada, foi o ponto de partida. Ali, o passado luso respira nas fachadas do Leal Senado, na Santa Casa da Misericórdia e nas igrejas que pontuam o bairro antigo — com especial destaque para a imponente e serena Igreja de São Lourenço, uma das mais antigas e queridas pelos macaenses. Entre vielas e praças, descobrimos também a herança mais doce deixada pelos portugueses: a gastronomia. Restaurantes de matriz lusa e vitrinas cheias de delícias, onde o pastel de nata continua a reinar, recordam a ponte cultural que resistiu ao tempo. Ainda hoje os polícias envergam fardas a lembrar a PSP e as placas com os nomes das ruas estão escritas em chinês e português. Mas Macau é muito mais do que memória. É vibração pura. Por toda a parte sentimos o pulso apressado da multidão que acorre às lojas de luxo e aos inúmeros casinos instalados em hotéis de cinco estrelas ricamente decorados. A cidade estava particularmente efervescente: decorria o famoso Grande Prémio de Macau, dando um tom ainda mais frenético às ruas já naturalmente intensas. No hotel Wynn Macau, no início da tarde, ficámos deslumbrados com o show "Árvore da Prosperidade” - é uma instalação cinética e luxuosa localizada no saguão do hotel. A árvore é revestida com mais de 98.000 folhas de ouro 24 quilates e feita com folhas de latão, que brilham numa apresentação visual impressionante. Ao cair da noite, tivémos direito a outro momento de pura magia. Junto aos hotéis Grand Lisboa e Wynn, a Fonte Cibernética do Lago Nam Van desenrolou-se um espetáculo: jatos de água coreografados, luzes em movimento e música a preencher o ar, tudo refletido na superfície escura do lago. Um cenário que parecia suspenso entre o futurismo e o sonho. No dia 17 de novembro prosseguimos os passeios à descoberta de Macau. Mesmo ao lado do nosso hotel, deparámo-nos com uma ampla área verde onde, para nossa surpresa, até encontrámos um antigo elétrico — o pica do 668 — e uma ousada reconstrução fantasista de edifícios de inspiração romana. Tudo isto integrado na moderna zona comercial da Doca dos Pescadores. E como Macau também se reinventa em grande escala, não resistimos a atravessar para Cotai, o território modelado a partir de aterros e hoje transformado numa espécie de Las Vegas asiática. Ali ergue-se um desfile de opulentos complexos hoteleiros e casinos: o Parisian, com a sua réplica cintilante da Torre Eiffel; o Londoner, onde a estética britânica domina; e o Venetian, com os seus canais interiores e gôndolas a deslizar sob céus pintados. Foi assim, entre ecos de história e exuberância moderna, que terminámos a nossa primeira visita a Macau — um lugar onde o passado português e o presente chinês convivem numa harmonia tão improvável quanto fascinante. João e Filomena Ribeiro