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Unijorge Produção de texto acadêmico Docente: Acácia Discentes: Aiana Pita Stephany Vilas Laís Cerqueira Gabriela Mocitaiba Luiza Dantas Hellen Mendes Gabriela Avelino Kbela Kbela é uma produção que pode ser considerada uma autobiografia, pois carrega o que é vivenciado por muitas mulheres pretas, ele descreve histórias de transição capilar, de resistência e luta de mulheres pelo direito de terem sua beleza natural, sem intervenção da indústria e da sociedade. A narrativa não é linear e traz, através de ângulos, imagens e simbologias sociais, referências que remetem ao cabelo afro-descendente, o símbolo de resistência que ele representa e o racismo ainda tão presente na sociedade; tem como tema central o processo enfrentado pela maioria das mulheres negras ao longo da vida, de rejeição ao próprio cabelo, de serem submetidas à dolorosos processos químicos para alisá-los e recusa à cor da pele. "Ele é um filme sobre ser mulher e torna-se negra". As mulheres pretas são as protagonistas, no curta elas não são erotizadas, violadas ou mortas, e sim encontram-se consigo mesmas. Embranquecimento é o ato ou efeito de embranquecer(-se), de tornar(-se) branco. A cena mais famosa do filme é aquela em que Isabel se esbranquiça, para depois, com o auxílio da montagem, se desembranquecer. A questão do embranquecimento retrata os padrões da cultura europeia predominantes no país. O Racismo consiste no preconceito e na discriminação com base em percepções sociais as diferenças biológicas entre os povos. Mesmo o Brasil sendo considerado um país miscigenado, a realidade de quem vivencia isso é muito diferente. O racismo que antes era considerado oculto, atualmente está se escancarando. A cena em que Isabel está chorando, e consecutivamente a cena em que ela está com um saco na cabeça, muito nos diz apesar da falta de diálogos, outras diversas cenas do filme retratam o racismo velado existente na nossa sociedade. Cada choro remete o sofrimento vivido pelos povos negros em nossa sociedade. Hoje, algumas coisas mudaram e muitas mulheres têm passado por um processo de aceitação dos cabelos e traços naturais, que gera não só empoderamento, como também certo encontro consigo mesma. Todavia, a transição capilar é um processo que afeta física e psicologicamente a mulher; o processo de aceitação é extremamente complicado e lento, mudar sua mente, esquecer e deixar de se importar com tudo que já nos foi ensinado, se desconstruir, tudo isso é doloroso, gradativo. É difícil parar de encarar nossos traços como nossos inimigos, o machismo, que repudia todo o feminino e sua pluralidade, e o racismo, que repudia todo o diferente do branco, impregnado nas pessoas tenta destruir tudo que queremos construir, nos faz não nos sentirmos belas. Como finalidade, o filme vem mostrando a importância das mulheres se aceitarem com naturalidade, trazendo o empoderamento da mulher e o lugar que ela impõe na atualidade, independente das pressões impostas pela sociedade. Trazendo muitos questionamentos sobre o preconceito vivido por mulheres negras, onde a sociedade impõe padrões querendo enquadra-las a embranquecer sua pele preta e alisar seus cabelos crespos a qualquer custo, estes que são chamados inclusive de cabelo de bombril. Contudo ele também traz o empoderamento dessas mulheres através da dança e da música, mostrando que a sua força e beleza são maiores que o racismo.