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Contos dos Irmãos Grimm Conto # 047: A Amoreira (Von dem Machandelboom) Kinder- und Hausmärchen - 7a. Edição, 1857 Hoje trago um dos contos mais sinistros dos Irmãos Grimm, atendendo à sugestão de Naruto Uzumak. Na verdade há muito tempo desejava gravar esse conto, mas ele é obscuro demais para o Serenissima. Este, de fato, é um dos conteúdos que me fizeram pensar na necessidade de um outro ambiente mais propício. E cá estamos ;-) ⚠ CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA ⚠ O texto utilizado na feitura deste vídeo apresenta conteúdo não recomendável a menores de 14 anos ou a pessoas sensíveis e impressionáveis. A AMOREIRA (Irmãos Grimm) UM CONTO DE FADAS OU DE TERROR? “A Amoreira” é um conto da coleção dos Irmãos Grimm que se destaca do conjunto por alguns motivos, a começar por ser um dos dois contos (ao lado de “O Pescador e sua Mulher”) que foram recebidos pelos autores em dialeto do alemão, e não na língua padrão. Ambos os contos foram transmitidos aos Grimm já em versões escritas pelo pintor Philipp Otto Runge (1777-1810), que supostamente os havia coletado da tradição oral de sua região (a Pomerânia ocidental). O conto ainda se destaca do conjunto pelo seu conteúdo proeminentemente obscuro, que flerta com o grotesco, com uma narrativa predominantemente sinistra. Nos dias atuais virou moda se referir aos Irmãos Grimm como “autores de contos de terror”, com infinitas referências às versões originais dos contos e suas passagens mais violentas. O que se vê de violento ou de bizarro nos contos mais famosos, entretanto, não rivaliza com o conteúdo deste que é, de fato, um dos mais sinistros de todo o conjunto, e, ainda assim, largamente desconhecido por aqueles que insistem em distorcer a realidade e pintam os Grimm não só como autores, mas como pessoas misteriosas, cheias de segredos e com tendências sanguinolentas. Pura mitologia de baixa qualidade sobre dois dos intelectuais mais importantes da cultura e da literatura alemãs. Esse conto constava já da primeira edição da coleção, publicada em 1812, e ao longo dos anos, e dos lugares, ganhou versões diferenciadas, com detalhes modificados ou mesmo com trechos menos palatáveis sendo completamente suprimidos. A sétima edição, de 1857, traz o texto sem cortes, com toda a crueza revelada. Trata-se de um conto interessantíssimo e de grande valor literário, o que nos faz crer que muito provavelmente o texto fornecido por Runge tenha sido bastante lapidado e dotado de ares mais artísticos pelas mãos de Wilhelm Grimm, aquele dentre os dois irmãos que, em geral, trabalhava os textos para torna-los mais literários. A narrativa tem três grandes partes, e se inicia pela apresentação de um casal feliz que, entretanto, era assombrado pelo fantasma da infertilidade. De início também somos apresentados à figura mística central do conto, a amoreira, uma árvore que simbolicamente se conecta à renovação, à superação e à fertilidade. O conflito se inicia na segunda parte, quando o homem se casa com outra mulher, a qual se mostra como a clássica madrasta cruel, autora das maiores maldades contra seu enteado. Ao final acontece a redenção, os crimes são punidos, e os injustiçados ganham uma nova chance. O conto traz descrições fortes de violência contra a criança, um personagem absolutamente abjeto em seus princípios morais, uma menina que também é abusada psicologicamente (mas que termina por se mostrar como a verdadeira heroína do conto, além de ser a única que tem um nome), uma figura paterna boa, mas ao mesmo tempo omissa e, por isso, também responsável pelos males que ocorrem (e que, curiosamente, é totalmente eximido de culpa pela narrativa). Algumas passagens são bastante impactantes, e apesar de vermos algo delas de maneira diluída em outros contos (como o canibalismo em “Branca de Neve”), aqui elas são mais frequentes e as descrições são mais intensas. Observamos elementos quase arquetípicos de contos de fadas, presentes em vários outros, como a maçã enquanto símbolo do desejo e da ruína, a transmutação do humano em animal, a infertilidade vencida pelo profundo desejo, a já citada figura malévola da madrasta e as tradicionais punições e recompensas. São possíveis várias leituras desse texto, da religiosa à psicológica, passando pela política e sociológica. Não se trata nem de um conto de fadas típico (apesar dos elementos fantásticos tradicionalmente associados ao gênero), nem de propriamente de um conto de terror (apesar dos momentos assustadores). Trata-se simplesmente de um belo conto fantástico de início do Romantismo alemão, carregado de diversas influências estilísticas variadas e de componentes da tradição oral. Sonnambula Notte, 2018 *** Música livre de direitos autorais: Colorless Aura de Kevin MacLeod está licenciada sob uma licença Creative Commons Attribution (https://creativecommons.org/licenses/...) Origem: http://incompetech.com/music/royalty-... Artista: http://incompetech.com/ #IrmãosGrimm #ContosOriginais #AAmoreira