У нас вы можете посмотреть бесплатно Como uma AVALANCHE matou 30.000 Pessoas | Documentário em CORES VIVAS или скачать в максимальном доступном качестве, видео которое было загружено на ютуб. Для загрузки выберите вариант из формы ниже:
Если кнопки скачивания не
загрузились
НАЖМИТЕ ЗДЕСЬ или обновите страницу
Если возникают проблемы со скачиванием видео, пожалуйста напишите в поддержку по адресу внизу
страницы.
Спасибо за использование сервиса ClipSaver.ru
Em 31 de maio de 1970, um terremoto de magnitude 7,9 atingiu o Callejón de Huaylas e destruiu cidades inteiras em menos de um minuto. Enquanto a população ainda tentava compreender a dimensão do sismo, uma avalanche colossal desprendida do nevado Huascarán desceu a velocidade extrema e apagou do mapa localidades inteiras como Yungay e Ranrahirca. Milhares de pessoas que haviam sobrevivido ao terremoto morreram minutos depois, soterradas sem qualquer possibilidade de fuga. Não foi um único desastre, mas uma sequência letal que transformou a tragédia em uma experiência-limite para toda a região. A avalanche não deixou ruínas nem espaços reconhecíveis. Deixou ausência. Onde antes havia ruas, casas e praças, restou uma planície compacta de gelo, rocha e lama impossível de escavar. O resgate tornou-se materialmente inviável desde o primeiro momento, forçando a aceitação de que dezenas de milhares de corpos jamais seriam recuperados. Os sobreviventes ficaram sem território, sem referências e sem a possibilidade de um luto tradicional. A emergência passou rapidamente do resgate para a sobrevivência cotidiana. Acampamentos improvisados, escassez de alimentos, colapso sanitário e um isolamento quase total marcaram os primeiros dias após o desastre. A reconstrução não significou um retorno. O Estado decidiu não reconstruir Yungay em seu local original e declarou a área Campo Santo, transferindo a população para novos assentamentos sem história compartilhada. Embora casas tenham sido erguidas e serviços restabelecidos, a ruptura territorial foi definitiva. A tragédia revelou não apenas a força destrutiva da natureza, mas também as consequências de alertas ignorados e de uma gestão de riscos centrada em reagir, e não em prevenir. Áncash permaneceu como uma ferida aberta na memória do país, um lembrete de que alguns desastres não terminam quando o solo deixa de se mover, mas quando uma sociedade aprende, ou não, a viver com o irrecuperável.