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O LUTO DE ENVELHECER: A NEGAÇÃO E O ALGORITMO HUMANO O sofrimento não nasce das rugas, mas da tentativa vã de segurar o que já se foi. Vivemos em uma era onde envelhecer passou a ser visto como um erro de percurso, um defeito técnico a ser corrigido, como se fosse possível. O exemplo máximo dessa resistência é Bryan Johnson: o homem que decidiu transformar a própria biologia em um algoritmo, tentando silenciar o tempo através de dados e protocolos. Ele é a personificação moderna do conceito absoluto de Negação. Na psicanálise, a negação é o refúgio de quem reconhece a realidade, mas se recusa a aceitar o seu peso. Olhamos para o espelho e não vemos apenas o rosto; vemos o luto de uma imagem que insiste em nos abandonar. A angústia surge exatamente nesse desencontro: quando o "Eu" de dentro ainda se sente em plena juventude, enquanto o "Eu" de fora começa a gritar a sua finitude. Muitas vezes, a força que antes nos sobrava agora parece nos prender ao chão, e a beleza, que sempre foi uma aliada silenciosa, passa a nos acusar de sermos uma "estrada cansada". Mas tentar parar o relógio é como tentar segurar a água com as mãos: quanto mais apertamos, mais ela escapa. A obsessão pela preservação eterna acaba por se tornar uma forma de Pulsão de Morte — uma paralisia onde a pessoa deixa de viver o presente para se tornar escrava da manutenção de um passado que já não pulsa mais. Envelhecer com dignidade é ter a coragem de mudar a moldura. É entender que a vida só tem valor porque é finita e ainda bem. A verdadeira elegância não está na ausência de marcas, mas na liberdade de não precisar mais provar nada para ninguém. No fim das contas, não somos o que o vidro frio do espelho reflete; somos a história, a profundidade e a sabedoria que o tempo, com toda a sua crueza, nos permitiu colher agora. Essa batalha contra o tempo encontra seu alicerce teórico na obra de Ernest Becker, que nos lembra que a civilização é, em essência, um gigantesco mecanismo de defesa contra o terror da finitude. Ao transformarmos o corpo em um laboratório, como faz Bryan Johnson, estamos apenas criando um novo 'projeto de imortalidade' para silenciar o medo visceral de sermos irrelevantes diante da natureza, e quem vai suportar todas as lembranças?. Tentamos nos elevar acima da biologia, agindo como se a técnica pudesse nos conferir a onipotência que a alma deseja, mas a carne e os ossos recusam, queira ou não. É o conflito trágico de uma consciência que se sente infinita habitando um receptáculo que desmorona. Afinal, por mais que a tecnologia tente editar o código da vida, a condição humana permanece sendo esse paradoxo insolúvel: 'O homem é um deus que mofa.' — Ernest Becker" - Adir Tovel Hazak