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O MiG-25 “Foxbat” foi um dos caças mais impressionantes e temidos da Guerra Fria, representando um marco na engenharia aeronáutica soviética. Desenvolvido pelo bureau Mikoyan-Gurevich no início da década de 1960, o MiG-25 nasceu da necessidade da União Soviética de enfrentar ameaças estratégicas vindas do Ocidente, especialmente bombardeiros supersônicos e aeronaves de reconhecimento de alta altitude dos Estados Unidos, como o SR-71 Blackbird. Desde sua concepção, o MiG-25 foi projetado com um objetivo muito claro: velocidade e altitude extremas. Diferentemente de caças voltados para manobrabilidade em combates aproximados, o Foxbat priorizava interceptação rápida. Para isso, seus engenheiros optaram por uma estrutura predominantemente feita de aço inoxidável, em vez de alumínio ou titânio. Essa escolha permitia suportar o intenso calor gerado por voos acima de Mach 2,5, além de reduzir custos de produção em comparação ao titânio, material caro e difícil de trabalhar na época. O desempenho do MiG-25 era extraordinário. Ele podia ultrapassar Mach 2,8, chegando, em situações extremas e por curtos períodos, a velocidades próximas de Mach 3, embora isso causasse danos sérios aos motores. Sua altitude operacional passava dos 20.000 metros, tornando-o praticamente inalcançável para muitos caças ocidentais dos anos 1960 e início dos anos 1970. Esses números causaram grande preocupação nos Estados Unidos, que inicialmente superestimaram sua agilidade e capacidade de combate. O sistema de propulsão era composto por dois potentes motores turbojato Tumansky R-15, conhecidos tanto por sua força quanto por seu elevado consumo de combustível. Isso limitava o alcance do MiG-25, mas era aceitável dentro de sua doutrina de uso, que previa decolagens rápidas a partir de bases próximas às fronteiras soviéticas para interceptar alvos detectados por radares terrestres. O armamento variava conforme a versão, mas geralmente incluía mísseis ar-ar de longo alcance, guiados por radar ou infravermelho, projetados para destruir alvos grandes e velozes. O radar do MiG-25, embora pesado e relativamente simples em comparação aos padrões atuais, era extremamente potente para a época, capaz de detectar aeronaves a grandes distâncias. Ao longo de sua carreira, o MiG-25 deu origem a diversas variantes, incluindo modelos de reconhecimento estratégico, que sobrevoaram áreas altamente defendidas no Oriente Médio, muitas vezes sem serem interceptados. Um episódio marcante ocorreu em 1976, quando o piloto soviético Viktor Belenko desertou para o Japão com um MiG-25, permitindo que os Estados Unidos analisassem a aeronave em detalhes. Essa análise revelou que o Foxbat não era tão manobrável quanto se temia, mas confirmou sua impressionante especialização em velocidade e altitude. Apesar de suas limitações, o MiG-25 cumpriu com sucesso o papel para o qual foi criado. Ele influenciou diretamente o desenvolvimento de caças ocidentais mais avançados e serviu de base para o MiG-31, seu sucessor direto. Até hoje, o MiG-25 permanece como um símbolo da engenharia soviética focada em soluções robustas, extremas e altamente eficazes para cenários específicos de combate aéreo.