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Composição de Francisco Fanhais com letra baseada no poema de Carlos Loures "Tenho um país de sol para te dar" Queria um país de Sol para te dar, com amantes e crianças nos jardins, pássaros livres a cantar nas árvores e a luz em liberdade pelas ruas as coisas nos lugares onde as sonhámos e não nos sítios onde estão, com armas aperradas a guardá-las. Um país onde sulcássemos as límpidas manhãs com sorrisos claros vestindo as faces. Um país sem muros, sem medo nem carimbos nas cartas que escrevemos e ouvidos nas palavras que dizemos, em segredo. Mas, meu amor, nascemos cedo, chegámos ainda a tempo de viver este tempo que vivemos com lágrimas ocultas no sorriso, a raiva escondida nas carícias e uma secreta esperança aprisionada nos nossos corações aprisionados. Viemos ainda a tempo de sofrer Este tempo que sofremos dia a dia e que sulcamos, com os beijos vigiados, com os nossos segredos desvendados, com este amor amputado e prisioneiro com que amamos. Meu amor, não desertemos Do tempo e do país em que nascemos (e viver outro tempo dentro deste ou estar fora do país dele não saindo, também é desertar). Já que foi este o tempo que nos coube, já que foi este o país que nos deixaram, temos de conquistar o Sol que os ilumine, roubando-o ao silêncio e à mordaça que nos sufoca a voz -- Não desertamos o ódio, o medo, a morte que fujam, que desertem se o amor os insulta e ameaça. Com ao companheiros e o amor dos companheiros, o amor será mais forte do que o ódio, do que o medo, do que a morte. A luz também se constrói com os nossos beijos, com as palavras clandestinas que escrevemos, aquelas que a opressão não vê nem ouve. A luz também se constrói com os nossos filhos, eles tingem de luz nova as sombras que com ódio vêm pôr entre as carícias, os beijos e as palavras. Neles se erguerá a luz para amanhã e a liberdade prisioneira nos nossos corações inundará de Sol as ruas, meu amor.