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O 91º episódio do Podcast da Escola Judicial do TRT-5 mergulha em um tema tão presente quanto invisibilizado no debate público: o trabalho dentro do sistema prisional. Embora a ideia de trabalho esteja no centro da vida em sociedade e seja tratada como elemento essencial da dignidade humana, pouco se discute sobre como essa realidade se apresenta para quem cumpre pena. Para ampliar esse olhar, o episódio recebe Rafael Ázaro - Professor, Advogado e estudioso do Direito Penal e da Criminologia - que ajuda a compreender as origens históricas, a legislação e os desafios do trabalho prisional no Brasil. Ao longo da conversa, o Professor explica que o trabalho para pessoas privadas de liberdade não é uma prática recente. Ele surge em contextos antigos, muitas vezes associado à punição e aos campos de trabalhos forçados. Só com a evolução das normas humanitárias e a criação da Lei de Execuções Penais é que o trabalho passa a ser entendido como um direito e também como uma oportunidade de reinserção social, trazendo benefícios educacionais, produtivos e até redução de pena. Ainda assim, o sistema enfrenta grandes obstáculos: a oferta de vagas é muito menor que a demanda, a estrutura dos presídios é limitada e o preconceito social dificulta o retorno ao mercado de trabalho após o cumprimento da pena. O episódio também aprofunda aspectos pouco conhecidos. Um deles é que a CLT não se aplica ao trabalho prisional. Mesmo assim, há garantias mínimas previstas em lei, como jornada regulada, remuneração equivalente a pelo menos três quartos do salário mínimo e direitos previdenciários. Outro ponto importante é que, desde 2003, a legislação permite convênios com empresas privadas, ampliando o campo de atuação dos detentos — inclusive em atividades extramuros, mesmo em regimes mais rígidos, desde que observados requisitos de segurança e fiscalização.