У нас вы можете посмотреть бесплатно Mulheres de Londrina-Pilares de uma cidade- Dona Maria Baptista Gouveia Bastos. или скачать в максимальном доступном качестве, видео которое было загружено на ютуб. Для загрузки выберите вариант из формы ниже:
Если кнопки скачивания не
загрузились
НАЖМИТЕ ЗДЕСЬ или обновите страницу
Если возникают проблемы со скачиванием видео, пожалуйста напишите в поддержку по адресу внизу
страницы.
Спасибо за использование сервиса ClipSaver.ru
Jovem e cheia de vida, Maria gostava de bailar o “Vira” e principalmente o “Fado”. Apaixonou-se por um jovem do grupo de dança do qual participava quando conseguia fugir da austera Dona Custódia, sua mãe. Para avisar que estava indo para a reunião festiva na praça, o jovem português descia pela ruela que passava em frente à sua casa, um sobrado na esquina da “rua do lá vem um” onde, na parte de baixo, sua mãe tinha uma pequena venda de secos e molhados. Maria então abria a janela para ver o seu primeiro amor passar dedilhando na viola ( guitarra, no meio fadista) um fado. Mas, quando por azar a mãe a pegava no suspiro de sonhos amorosos a mandava imediatamente fechar a janela, fazendo-a descer para ajudar no balcão sob seu olhar vigilante. Foi nesse balcão que um dia adentrou um jovem alto e elegante, usando bigodes e vestido em um terno de bom corte e com os sapatos devidamente engraxados. A senhora Custodia interessou-se pelo rapaz para seu futuro genro desposando a sonhadora Maria, apaixonada por um violeiro que adorava bailar o Fado, mas também arrasava no Vira. Maria casou-se com o garboso Francisco, o jovem maduro de ar de pessoa abastada, com chapéu de lado e um olhar que derretia corações de sogras. Um homem de algumas posses e caminhões de transportes de aluguel. Maria casou-se sem paixão e nem se deu conta da gravidade de ser ele, Francisco, quem apagara as luzes na noite de núpcias, pois diziam os antigos que quem apagasse a luz na noite de núpcias seria o primeiro do casal a morrer, no que ele profetizou quando disse os versos: “Onde mais poderia estar a felicidade, onde mais a não ser convosco? Vós minha pequena e delicada flor, que amo do fundo de m’alma! Pois a tanto, agora, depois de ti em meus braços posso até morrer”. Segundo relatos das netas, Maria sempre se emocionava ao relembrar essa doce e intensa passagem de sua vida, pois naquela noite se apaixonou por aquele homem praticamente desconhecido com quem casara e que dizia ser o nome Maria o mais acertado para ela, pois era tão lindo quanto. Registro Familiar: Maria Baptista Gouveia Bastos Nasceu em 14/09/1896, Lisboa – Portugal. Faleceu em 12/06/1982, Londrina (PR). Filha de Joaquim Gouveia e Custódia Baptista Gouveia Casada com Francisco Bastos Filhos: Mário Augusto, Otília, Urbana, Maria Cristina, Victor Manuel, Antônio Joaquim e Francisco Fernando. Netos: 09 Bisnetos: 11 Palavras da neta, que sintetiza a trajetória de Dona Maria Bastos. Como diz o escritor Augusto Cury “ quem faz escolha, faz sua própria história” Maria fez suas escolhas e assim escreveu a sua história. Escolheu entre se deixar morrer pela tristeza da perda de entes que lhe eram caros ou viver para aqueles que precisavam de sua força. Escolheu entre ficar na sua zona de conforto de seu Portugal ou partir para o além mar a procura da utópica felicidade no “Novo Mundo”. Maria começou a escrever sua história lá em terras lusitanas, pela ladeiras “do lá vem um”. Pelos passos do fado e pelas palmas do vira...pelos olhos de seus filhos, pelo amor de seu Francisco, pelas lagrimas de despedida de sua mãe no cais. Veio parar aqui em terras londrinenses onde viveu com muito amor até que terminou num suspiro em sua cama de lençóis brancos com cheiro de cravo e alfazema. Maria Angélica Bastos Homenagens: Agradecimentos de um jornal da Guarda/Portugal, pela participação ativa numa coluna de leitores sobre assuntos decorridos no jornal . Aclamada em reuniões da Beneficência Portuguesa pela magistral declamação de seus poemas prediletos. Todos os anos, até o último, no dia 14 de setembro, amigos queridos amigos faziam uma corriola de entra e sai em sua casa, data de seu aniversário, onde ela sempre os esperava para um bom dedo de prosa regado a uma taça de ponche, bolinhos de bacalhau e bolo de chocolate. Os primeiros a chegar eram a comadre dona Zita , Seo Viana e a filha Esterzinha Viana, César de Oliveira Bertin, Dona Luzia, Olga e Marcolina Tomazini, Angela Parra, Dona Maria "Espanhola", Dona Cândida, "Candidinha" a melhor amiga que conheceu na infância lá em Portugal e vieram se encontrar aqui em Londrina. Pesquisa Oral: Maria Angélica Bastos, Cristiana Maria Bastos, Cristiana Maria Bastos Vezozzo. Pesquisa em sites do Google.