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WWW.CAPICUA.PT WWW.FACEBOOK.COM/CAPICUARAP Música: Medusa ("Medusa", Norte Sul, 2015) Letra e Voz: Capicua & Valete Beat: Roger Plexico Video: Tarzan (www.facebook.com/wearetarzan) Trapezista: MIla Xavier - Armazém 13 DISPONÍVEL AQUI: iTunes - http://po.st/d9o2kh Spotify - http://po.st/EWEmQQ MEO Music - http://po.st/AqmSCq Xbox Music - http://po.st/1mqpCR Rdio - http://po.st/iIGVuD Tidal - http://po.st/2OEazI LETRA: (Capicua) Ela é medusa. A vítima que toda a gente acusa. E de quem a vida abusa. Ela é Medusa e recua e recusa E resiste, ele insitiste e arranca-lha a blusa e usa-a Escusa, ela acua, sozinha na rua Seminua Semi-sua Semi- morta Porque mais ninguém se importa! Ela é Medusa O corpo pra que toda a gente aponta Que posta, não gosta, faz troça, desmonta Comenta, ali exposta na montra, De fita métrica pronta Examina-se a carne E critica-se a “coisa”. O resto não conta É uma sombra... É uma sombra... É uma sombra... _ Por cada vítima acusada E transformada em monstro Em cada casa, cada caso, Cada cara e cada corpo Em mais um dedo apontado ao outro, Cresce a ira da Medusa que me vês no rosto _ (Valete) Em cima da ponte está a tua irmã desaparecida em interação com aqueles instintos suicidas abatida na depressão duma história nunca esquecida vencida por um trauma de uma violação aos 15 Em cima da ponte está a mulher que bombardeiam Por usar a liberdade sexual tão proclamada Degolada por tantas ofensas que vocês fraseiam Exterminada por aquele nojo daqueles que a rodeiam Em cima da ponte está Maria Conceição Vítima de uma relação e de um amor tirano Marcada pela opressão e traumatismos cranianos Golpeada por quase 20 anos de agressão doméstica Em cima da ponte está a tua vizinha acanhada Há muito aniquilada por esperanças que se esfumam Há muito rebaixada por vexames que se avolumam Envergonhada pelo próprio corpo que todos repugnam Em cima da ponte... _ Por cada vítima acusada E transformada em monstro Em cada casa, cada caso, cada cara e cada corpo em mais um dedo apontado ao outro, Oh!’ Cresce a ira da Medusa que me vês no rosto _ (Capicua) Ela é Medusa A miúda de que toda a gente fala. Na rua, na sala de aula, e à baila Vem ela, a cadela, a perdida, sem trela, Vadia, cautela com ela, Que é livre, e vive A vida dela Como se atreve? Aquela... Como se atreve? Aquela... Como se atreve? Aquela... Ela é Medusa Aquela de que mais ninguém tem pena Que apanha, sem queixa, que deixa e aguenta Aquela que pensa que o amor é pra sempre, E na crença, sofre em silêncio... Só. Completamente só. Esconde a nódoa negra com o pó. Só. Completamente só. Esconde a nódoa negra com o pó. _ Por cada vítima acusada E transformada em monstro Em cada casa, cada caso, cada cara e cada corpo em mais um dedo apontado ao outro, Oh!’ Cresce a ira da Medusa que me vês no rosto é a minha ira, a nossa ira, a ira... a minha ira, a nossa ira, a ira... a minha ira, a nossa ira, a ira...